quarta, 19 de dezembro de 2018


Ter, 12 de Junho de 2018 12:37

Reunião de Trump e Kim: veja repercussão internacional

Eles fazem o que a ONU não tem capacidade para... Eles fazem o que a ONU não tem capacidade para...


Países reagiram nesta terça-feira (12) ao compromisso norte-coreano de acabar com seu programa nuclear conseguido na histórica cúpula entre o ditador Kim Jong-un com o presidente americano Donald Trump em Singapura.

Veja a seguir a reação dos países após a cúpula:

China

O maior aliado da Coreia do Norte celebrou a reunião dizendo que foi "o começo de uma nova história".

"Hoje, o fato de que os principais dirigentes dos dois países se sentam juntos para negociações de igual para igual tem um significado importante e constitui o começo de uma nova história", afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

"A China celebra e dá seu apoio", declarou o ministro ao ser questionado se o país sentia estar marginalizado pela aproximação entre Washington e Pyongyang. "É um objetivo que esperávamos e pelo qual trabalhamos", disse.

Wang defendeu uma "desnuclearização total", tal como exige os EUA. "Ao mesmo tempo é necessário um processo de paz para a península (coreana), para resolver as preocupações razoáveis da Coreia do Norte em termos de segurança", afirmou o ministro chinês.

"Ninguém pode duvidar do papel importante e único desempenhado pela China. E este papel continuará", prometeu.

Coreia do Sul

O presidente sul-coreano Moon Jae-in, que se comoveu ao ver o encontro pela televisão, qualificou o acordo de um "acontecimento histórico que põe fim à Guerra Fria".

"O acordo de Sentoda de 12 de junho ficará registrado na história mundial como um acontecimento que ajudou a derrubar o último legado que restava da Guerra Fria na Terra", declarou após o econtro.

Japão

O governo do Japão expressou o desejo de que a Coreia do Norte "se comporte como um país responsável".

"Esperamos que a Coreia do Norte se comporte como um país responsável na comunidade internacional" de agora em diante, disse o porta-voz do Executivo japonês em entrevista coletiva.

Yoshihide Suga não quis avaliar o resultado da cúpula até que Trump telefone para o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, nas próximas horas para informá-lo sobre a conversa, mas destacou "a liderança e o esforço do presidente Trump para tornar realidade (a reunião)".

União Europeia

A União Europeia classificou o encontro de "passo crucial" que envia um "claro sinal" à desnuclearização da Coreia.

"Essa cúpula foi um passo crucial e necessário para aproveitar os avanços positivos conquistados nas relações intercoreanas" até a data, indicou em uma declaração a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

IAEA

A Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU, saudou a declaração conjunta e disse que está preparada para realizar atividades de verificação na Coreia do Norte.

"A Agência Internacional de Energia Atômica está pronta para realizar qualquer atividade de verificação na RPDC (Coreia do Norte) que pode ser solicitada para conduzir pelos países envolvidos, sujeita a autorização do Conselho de governadores da IAEA", disse o diretor-geral Yukiya Amano em um comunicado.

ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, classificou a cúpula como "um marco importante no avanço da paz sustentável e da desnuclearização completa e verificável na Península da Coreia", segundo comunicado.

Guterres insistiu que se "aproveite esta oportunidade trascendental" e ofereceu novamente a ajuda da ONU para obter o objetivo de desmantelar o programa de armas nucleares da Coreia do Norte.

Rússia

O ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov aprovou a reunião, de acordo com a agência Interfax.

“O mero fato da reunião entre os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte é positivo... Estamos acompanhando os comentários que os dois lados estão fazendo, mas ainda não vimos o documento, veremos”, disse Lavrov.

Irã

O Irã alertou a Coreia do Norte para não aceitar qualquer acordo nuclear com os Estados Unidos, de acordo com a agência Fars, citada pela Associated Press.

“Estamos enfrentando um homem que revoga a sua assinatura no exterior”, disse o porta-voz do governo iraniano Mohammad Bagher Nobakht, segundo a Fars.

"Nós não sabemos com que tipo de pessoa o líder norte-coreano está negociando. Não é certeza que ele não irá cancelar o acordo antes de voltar para casa", disse Nobakht, segundo outra agência de notícias, a Irna.

A declação do porta-voz faz menção ao fato de que, no mês passado, Trump retirou os EUA de um acordo nuclear firmado em 2015 com o Irã, chamando o tratado de profundamente falho e impondo novamente sanções unilaterais contra Teerã.

França

O documento assinado é um "passo significativo", saudou a ministra francesa das Relações Europeias Nathalie Loiseau, embora tenha manifestado dúvidas de que "tenha se conseguido tudo em poucas horas".

No entanto, a ministra lamentou que Washington tenha dois pesos e duas medidas, já que recentemente os EUA se retirou do acordo nuclear iraniano.

Esse acordo internacional alcançado com Teerã em 2015 "é respeitado pelo Irã", enquanto que "assinar um documento com Kim Jong Un que chegou tão longe para obter a arma nuclear, está praticamente recompensando alguém que esteve contra todos os tratados internacionais", estimou.

Polônia

"Temos que estar conscientes do fato de que foi uma reunião e negociações com um ditador cruel", disse Jacek Sasin, chefe do comitê permanente do Conselho de Ministros polonês.

"Historicamente, acordos como esses, com ditadores, costumam terminar mal. Foi demostrado que um ditador tem objetivos distintos da parte democrática que busca a paz. Este foi o caso de Hitler, de Stalin, durante as tentativas de boas relações com outros ditadores " (...) Espero que desta vez seja diferente", acrescentou.

Noruega

"Eu acho positivo que tenha havido discussões que, visivelmente, se realizaram em um bom tom. A declaração resultante tem muitos pontos em comum com declarações similares que vimos no passado. É agora que começa uma grande parte do trabalho", disse a Ministra das Relações Exteriores da Noruega, Ine Eriksen Søreide, que considerou que "há muito o que fazer". (Com Agências Internacionais)




Twitter - Políticos

Michel Temer


Beto Richa


Rafael Greca


Álvaro Dias


Gleisi Hoffman


Roberto Requião

S5 Box