sábado, 22 de setembro de 2018


Sáb, 16 de Junho de 2018 17:10

Iván Duque e Gustavo Petro se enfrentam no 2º turno da Colômbia neste domingo

Petro e Duque Petro e Duque


Polarizada, a Colômbia vota neste domingo (14) para decidir quem substituirá Juan Manuel Santos pelos próximos quatro na presidência do país. De um lado, Iván Duque, senador “uribista” a favor de mudanças no histórico acordo de paz firmado entre o governo e as antigas guerrilhas das Farc. De outro, Gustavo Petro, ex-guerrilheiro do grupo M-19 e ex-prefeito de Bogotá, que promete consolidar o pacto.

Mais de 32 milhões de colombianos estão aptos para votar.

No primeiro turno, Duque recebeu 7,56 milhões de votos (39,14%), enquanto Petro teve 4,85 milhões (25,08%). Foi a primeira vez na história moderna do país que um candidato de esquerda chegou ao segundo turno de uma eleição presidencial. Isso assusta uma coalizão de forças conservadoras e de direita, que temem um governo de orientação chavista, contrário à propriedade privada.

Mas as pesquisas indicam que no pleito deste domingo Duque tem vantagem de entre 6 e 20 pontos.

O candidato eleito terá um Congresso de maioria direitista. Também enfrentará uma conjuntura crítica. A diminuição da desigualdade, o combate ao narcotráfico e à corrupção, a paz com grupos armados e o controle das fronteiras estão entre os principais desafios do novo presidente da Colômbia.

Segundo analistas ouvidos pela agência France Presse, o pacto com as Farc – que agora são um partido e retirou seu candidato por problemas de saúde – operou como um divisor de águas na Colômbia e contribuiu para a polarização política da sociedade.

"A Colômbia está polarizada desde antes das eleições. A polarização ficou evidente nas campanhas pelo 'sim' e pelo 'não' do plebiscito" pela paz, afirma Andrés Macías, pesquisador da Universidade Externado.

Quem é Iván Duque?

Advogado com mestrado em direito internacional e administração pública, foi senador entre 2014 e 2018. É apadrinhado pelo ex-presidente Álvaro Uribe. Foi uma das vozes mais fortes da oposição pelo “Não” no plebiscito para referendar o acordo de paz com as Farc.

Duque, de 41 anos e candidato pelo Centro Democrático, conquistou seus eleitores com um discurso conservador que defende a empresa privada e o corte de impostos e da burocracia. Ele batalha para não parecer um "fantoche" de Uribe, embora tenha a mesma agenda: investimento privado, Estado austero e valores familiares tradicionais. Também propõe "recuperar a economia, eliminando o desperdício", mediante uma reforma para reduzir o funcionalismo público.

"Quero um país de legalidade, de luta frontal contra a corrupção, um país onde se respire segurança em todo território. Quero um país de empreendimento", afirmou Duque ao votar no primeiro turno em Bogotá.

Quem é Gustavo Petro?

Economista com especialização em administração pública, foi prefeito de Bogotá entre 2012 e 2015 e senador entre 2006 e 2010. Antes, atuou como guerrilheiro do M-19 (Movimento 19 de abril), que em 1985 ocupou o Palácio da Justiça para pressionar o então presidente, Belisario Betancur, provocando uma violenta resposta do Exército que deixou 100 mortos.

Petro, de 58 anos e candidato pelo Colômbia Humana, ganhou força e conseguiu cerrar fileiras com seu discurso antissistema, a favor do meio ambiente, das minorias e de uma economia independente do petróleo. Ele promete profundas reformas econômicas, entre elas a taxação da terra improdutiva.

Em declaração durante o primeiro turno, defendeu "um presente e um futuro" sem ódio nem vingança, que deixe para trás "o maquinário da corrupção".

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