terça, 18 de setembro de 2018


Seg, 09 de Julho de 2018 12:15

Blog político analisa situação atual da campanha para o governo do Paraná


A disputa pelo governo do Estado para as eleições de outubro entra em sua fase decisiva ainda cercada de dúvidas. A partir do próximo dia 20 e até 5 de agosto, os partidos têm que definir seus candidatos e alianças, segundo a legislação eleitoral. Nenhum dos três pré-candidatos considerados mais competitivos – o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD), o ex-senador Osmar Dias (PDT) e a governadora Cida Borghetti (PP) - definiu, até agora, chapas e coligações pelas quais vão concorrer. 
A indefinição inclui, por exemplo, a escolha do candidato a vice. Nem Ratinho, nem Osmar ou Cida decidiram, até agora, quem será o companheiro de chapa. Por questão estratégica, isso só deve ser definido no final do prazo, pois assim, fica aberta a possibilidade de composições de última hora. 
Ratinho Jr é de longe o que tem mais “pré-candidatos” a vice. A começar por dois líderes empresariais do Estado: os presidentes da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, e da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Darci Piana. Ambos se licenciaram dos cargos no início de junho para ficarem à disposição para compor a chapa do deputado do PSD. Campagnolo é filiado ao PRB, e Piana, ao mesmo partido do pré-candidato. 
Outro cotado é o ex-secretário de Estado da Agricultura do governo Beto Richa, Norberto Ortigara (PSD). Tanto ele quanto Piana, porém, têm a desvantagem de estarem no mesmo partido de Ratinho Jr. A tendência, nesse caso, é o pré-candidato escolher um nome de outra sigla, como forma de atrair mais apoio, e com isso, mais tempo na propaganda de rádio e TV. Correndo por fora está também o prefeito de Assis Chateaubriand e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Moacir Micheletto (PSDB). No caso dele, a dificuldade também vem da questão partidária: o PSDB tende a apoiar a reeleição da governadora Cida Borghetti. 
Em relação às alianças, Ratinho já tem garantido o apoio de seis partidos, além do seu: PSC, PV, PSL, PRB, PR e PHS. E segue em negociações com outras legendas, como o PPS do deputado federal Rubens Bueno, que tem indicado, porém, a preferência por uma coligação com o PDT de Osmar Dias. 
Neutralidade
Osmar também não tem qualquer definição sobre seu companheiro de chapa. Até porque também permanece sem decisão sobre alianças. O ex-senador tem até agora uma chapa PDT/SDD/PPL, e aproximação com Podemos, partido de seu irmão, senador e presidenciável, Alvaro Dias. Alvaro, porém, tem dito que a tendência do Podemos é de neutralidade no Estado, como forma de atrair o apoio dos demais pré-candidatos ao governo para seu projeto presidencial. 
A principal incógnita no caso de Osmar é sobre a aliança com o MDB do senador Roberto Requião, que deve disputar a reeleição. A negociação entre os dois vem se arrastando desde o final do ano passado, sem avançar. Aliados do pedetista consideram que o apoio da legenda requianista garantiria ao ex-senador o tempo suficiente na propaganda de rádio e TV para ser competitivo. Por outro lado, temem a transferência da alta rejeição do senador, por sua proximidade com o PT e posicionamento contra o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. Além disso, Requião teria a intenção de emplacar o irmão, Maurício Requião, como candidato a vice, o que é rejeitado pelo grupo de Osmar. 
Diante do impasse, o MDB chegou a anunciar, recentemente, a intenção de abrir negociações com Ratinho Jr e Cida Borghetti. Requião participou de evento ao lado da governadora, que por sua vez, desconversou ao ser questionada sobre a possibilidade de uma aliança com o partido do senador. Até porque, isso significaria romper com o PSDB do ex-governador Beto Richa, que deve concorrer ao Senado em sua chapa. (Por Ivan Santos/Blog Política em Debate)

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