terça, 17 de setembro de 2019


Sex, 20 de Julho de 2018 11:17

Sem chapas definidas, partidos começam convenções

(Foto: Arquivo) (Foto: Arquivo)


O PSD do deputado estadual e pré-candidato ao governo do Estado, Ratinho Júnior e o MDB do senador e provável candidato à reeleição, Roberto Requião, deflagram neste final de semana o início das convenções partidárias ainda envoltos em dúvidas sobre alianças e chapas que disputarão as eleições de outubro. Em ambos os casos, as legendas devem deixar para a última hora a escolha de candidatos a vice, Senado e coligações, empurrando essas decisões para o fim do prazo legal, em 5 de agosto. Para isso, as convenções devem “delegar” a definição para as cúpulas partidárias. 
No caso de Ratinho Jr, os partidos já fechados com o pré-candidato – além do PSD, PSC e Avante – farão uma convenção conjunta, na sede social do Paraná Clube, no bairro Guaíra, em Curitiba. Devem realizar evento conjunto, que começa às 9 horas, o PSD, PSC e Avante. A principal pendência deve ser a indicação do vice e da candidatura ao Senado, que por enquanto tem o nome do deputado Hidekazu Takayama (PSC) como único nome confirmado. A vaga porém depende de indicação dos outros aliados, podendo inclusive fazer com que Takayama desista da candidatura. O PRB exigiu a vaga de vice em troca de seu apoio, mas outros partidos e aliados também estão de olho na posição, o que gerou a incerteza na coligação. 
O coordenador da campanha de Ratinho Jr, João Carlos Ortega, confirma que a vaga de vice na chapa ficará aberta até o último dia possível. “Fazem a convenção neste sábado PSD, PSC e Avante, os demais partidos, o PR vai fazer dia 28 em Cascavel, o PRB e PHS ainda vão definir a data. Na convenção vamos homologar a candidatura de Ratinho, deixando em aberto a vaga da vice e Senado”, explica. “O PSC vai homologa a candidatura do Takayama, mas atá o dia 5 os partidos ainda podem indicar. O PRB estão definindo as possibilidades, eles têm bons nomes. É um embate ali, é a construção que a gente está fazendo. A convenção também deixa em aberto para que as executivas (dos aliados) homologuem a proporcional. Dia 6 de agosto a ata deve estar no TRE”, afirma Ortega. 
O MDB de Requião, que ainda não definiu se lançará candidato ao governo, também fará a convenção no sábado, na sede do partido, no bairro Batel. Ele negocia aliança com o ex-senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo. A convenção do PDT será um dia antes do fim do prazo legal, em 4 de agosto, sábado, no Clube Recreativo Dom Pedro II.  
Cida - Partidos menores que já decidiram não lançar candidaturas também devem fazer suas convenções, por exigência da lei, mas em muitos casos os filiados delegam a decisão à Executiva da sigla. O PV, por exemplo, que já decidiu apoiar Ratinho Jr., e o PROS, da coligação com a chapa da governadora Cida Borghetti (PP) à reeleição, também farão convenções no sábado.
Para confirmar a candidatura de Cida, o PP marcou sua convenção para o último dia do prazo, 5 de agosto, um domingo. No mesmo dia acontece a convenção do PSDB, presidido pelo ex-governador Beto Richa, pré-candidato ao Senado. Ainda divididos quanto ao apoio político, os tucanos ensaiam há meses uma chapa com Cida, que herdou boa parte da base de Richa no governo e ainda mantém aliados do ex-governador no Palácio Iguaçu, com o a esposa do tucano, Fernanda Richa, secretária de Desenvolvimento Social, e Fernando Ghignone, do “núcleo duro” da equipe de Richa, na Secretaria de Administração e Previdência. Richa, porém, já disse que poderia lançar sua candidatura ao Senado de forma avulça, sem ceder seu tempo de TV e rádio no programa eleitoral para a chapa de Cida.

Indecisos protelam encontros
Indecisos sobre alianças e candidaturas para a disputa de outubro, alguns partidos preferiram adiar suas convenções. O PPS, do deputado federal Rubens Bueno, por exemplo, que negocia acordo tanto com o PDT de Osmar Dias, quanto com o PSD de Ratinho Júnior, deixou seu encontro para 3 de agosto. Também na reta final das negociações está o PSL, do deputado federal Fernando Francischini, pré-candidato ao Senado, que chegou a marcar convenção para sábado, cancelou a reunião e deve remarcá-la a partir da semana que vem. 
Francischini negocia com Ratinho Jr, para dar palanque a ele e ao deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), presidenteciável do PSL. A aliança ainda é incerta, embora ambos os lados declarem simpatia mútua. Além de pré-candidato ao Senado, Francischini é secretário-geral nacional do PSL e coordenador da campanha de Bolsonaro. 
Na sequência, no segundo fim de semana do período de convenções, o PSOL deve homologar a candidatura do servidor público Luiz Piva, o Professor Piva, no dia 27. No dia seguinte, 28, o PT deve confirmar a candidatura ao goveno do ex-deputado federal Doutor Rosinha. A vice na chapa deve ser indicada pelo PCdoB, que ainda negocia a coligação. “O PCdoB conversamos na segunda-feira e marcamos uma reunião para semana que vem. Tudo indica que vamos caminhar juntos”, afirma Rosinha. Para o Senado, o PT tem três pré-candidaturas, do ex-deputado Elton Welter, da ex-vice-prefeita de Curitiba Mirian Gonçalves e o vereador de Maringá Carlos Mariussi. 
No dia 29, a Rede deve confirmar a candidatura do ex-vereador Jorge Bernardi ao governo e do ex-senador Flavio Arns ao Senado. O partido vai coligar-se com PPL, do deputado estadual Marcio Pacheco, que tem convenção marcada para o dia 26, em Cascavel, além de PSDC. A REDE deve anunciar nesta semana as suplências da chapa de Arns para o Senado. O vice na chapa de Bernardi ao governo será Juliano Murbach (PPL), segundo a presidente estadual da REDE, Valéria Guilherme. (Narley Resende/Politica em Debate)




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