Sex, 20 de Julho de 2018 11:23

Não só apito índio quer...



Acostumados com a água doce do Rio Papagaio, em Mato Grosso, Iamaxi, de 47 anos, e seu filho Typju, de 21, foram, no início de julho, conhecer a água salgada do mar de Santos, no litoral de São Paulo. Indígenas do povo Myky, os dois, que ali viam o mar pela primeira vez, se encantaram com as ondas e se assustaram com a poluição marítima.

A visita foi feita após a participação dos dois em um seminário na Universidade de São Paulo (USP) que debateu as várias modalidades de fala entre os indígenas. A acadêmicos e a outros indígenas, Iamaxi apresentou um tipo de fala cerimonial que os Myky usam quando se encontram com parentes de outra aldeia.

A jornada dos Mykys até o mar começou na aldeia Japuira, no Noroeste de Mato Grosso, na transição do cerrado para a Amazônia. A cerca de 600 km da aldeia, pegaram um avião na capital Cuiabá (que na língua indígena bororo significa ‘lugar de caçar’). O destino foi o aeroporto de São Paulo em Guarulhos (nome que veio dos índios Guarus, que deram origem à cidade), de onde partiram para o seminário no bairro do Butantã (onde fica a USP e que em tupi significa ‘terra dura’). Do Butantã, seguiram para a pequena praia do Sangava (do tupi, ‘alagado’).

Acostumados a lidar com barcos a motor, no sinuoso Rio Papagaio, os Mykys foram surpreendidos pelo convite de atravessar o canal do porto de Santos a bordo de uma canoa havaiana, modalidade que se popularizou no litoral brasileiro nos últimos anos.

Os Myky com o antropólogo André Lopes, que há 10 anos frequenta sua aldeia (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

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