Sex, 20 de Julho de 2018 16:03

Convenção do PSD, um mega show, o “centrão” e o candidato fake


Quem quiser assistir a um show hi tek, com direito a muita luz e brilho e vídeo sobre a vida de Ratinho Junior é só comparecer, neste sábado, às 14 horas, no Paraná Clube da Avenida Kennedy.

Pelo menos é o que prometem os organizadores do mega show que vai confirmar o nome do deputado Carlos Massa Ratinho Júnior para a disputa ao Governo do Paraná.

A convenção “trará um modelo inédito de apresentação. A proposta da organização é replicar o mesmo conceito e a estrutura de palco das apresentações do TED, “a conferência mais espetacular do mundo” segundo definição da revista Super Interessante.

A apresentação começará com um vídeo especialmente produzido para a convenção e que resgata um pouco a história da vida e a trajetória política do deputado e a experiência de gestão acumulada no comando das empresas da sua família e nos quase quatro anos à frente da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e do Paranacidade. Em seguida, Ratinho Júnior falará sobre os cincos eixos de transformação que formam a base do Plano de Governo e que ele apresentará em sua campanha.

O Plano foi consolidado também em um formato diferente. Nos últimos 15 meses, foram realizados 30 encontros regionais onde a população e as lideranças apresentaram e discutiram com Ratinho Júnior as principais demandas de cada região. Desses encontros saíram as sugestões para formatar os cinco eixos principais que formam a base de um novo modelo de gestão pública.

O jogo do ‘centrão’

Todo mundo fala em “centrão, mas poucos, acho, que entendem o que isto significa. A poucos meses das eleições, o jornal Estadão publica, em editorial, o que significa o “centrão” e como ele age. Veja o texto:

“Deveria ser proibido para menores de 18 anos o noticiário sobre as articulações do chamado “centrão” em torno da sucessão presidencial.

Para quem não está familiarizado com o subdialeto do baixo clero do Congresso, “centrão” é o nome que se dá ao ajuntamento de partidos fisiológicos que se mobilizam sempre que existe a oportunidade de aumentar seus ganhos em barganhas que, de tempos em tempos, lhes são oferecidas – ou procuradas, que ninguém é de ferro. Nada ali lembra nem remotamente a política como deve ser, isto é, o embate democrático de ideias em torno dos interesses dos eleitores. Tudo o que importa para esses partidos é defender uma divisão equânime do butim estatal entre seus caciques e agregados, e ninguém ali faz muita questão de esconder esse comportamento obsceno.

Somente os incautos acreditam que “centrão” seja o nome de um bloco político legítimo, com aspirações programáticas ideologicamente discerníveis. O “centrão” é apenas um rótulo para vários partidos nanicos, pequenos e médios que buscam avidamente orbitar o poder para auferir benefícios políticos e pecuniários e sabem que, juntos, ganham maior capacidade de constranger o governo ou outra presa qualquer a atender às suas demandas – que se resumem a facilidades, cargos e verbas.

Em circunstâncias normais, candidatos de partidos tradicionais, com compromissos mais sólidos com seus eleitores, rejeitariam de pronto o apoio do “centrão” em suas campanhas, por tudo de nefasto o que esse bloco representa. Afinal, o que esperar de um governo formado a partir da associação com notórios oportunistas? Mas o sistema político-eleitoral brasileiro infelizmente é talhado para produzir aberrações que praticamente inviabilizam a formação de candidaturas competitivas sem coligação com partidos explicitamente fisiológicos.

Assim, o País tem assistido nos últimos dias ao leilão do “centrão” entre diversos candidatos a presidente, de todos os matizes ideológicos. A adesão do bloco, é óbvio, não será definida conforme o posicionamento dos candidatos acerca de questões fundamentais, como tamanho e formato do Estado, modelos de desenvolvimento, políticas sociais e inserção internacional. Termos tradicionais da política como “esquerda”, “centro” e “direita” são, portanto, irrelevantes – é por isso que a expressão “centrão” deve ser lida como uma ironia, pois de centro, naturalmente, esse bloco nada tem. Somente à luz disso é possível entender, por exemplo, a declaração do líder do PR na Câmara, José Rocha (BA), segundo a qual a bancada de seu partido “está meio a meio, há deputados que preferem Jair Bolsonaro e outros que são favoráveis a apoiar Lula”. Afinal, Lula e Bolsonaro só se igualam na geleia geral.

Enquanto o gelatinoso “centrão” não se decide, quase todos os candidatos mais competitivos guardam lugar em suas chapas para um candidato a vice-presidente indicado pelo bloco. Tudo isso na expectativa de adicionar precioso tempo de TV às suas campanhas, algo que, para muitos analistas, pode ser decisivo.

É espantoso, mas ao mesmo tempo revelador dos tempos esquisitos que o País vive, que o apoio do “centrão” seja mesmo considerado o fiel da balança nesta eleição. Depois de todo o movimento em prol do saneamento da política, que tem mobilizado a opinião pública desde a eclosão da Lava Jato, a eleição presidencial mais importante dos últimos tempos pode ser decidida justamente por alguns dos partidos e caciques mais identificados com as baixarias que aviltam a política.

Assim, um governo formado a partir de uma aliança com o “centrão” não augura coisa boa. Por melhores que possam ser as intenções do vencedor da eleição, na hipótese de ser alguém comprometido com as reformas de que o País tão urgentemente necessita, o futuro presidente dificilmente conseguirá implementar sua agenda sem se submeter à costumeira chantagem do “centrão”. E os estragos causados por essa turma na atual legislatura, inviabilizando votações cruciais e aprovando projetos que sabotam o esforço fiscal mesmo depois de arrancar dedos e anéis do governo, deveriam ser suficientes para mostrar que o preço de um punhado de segundos a mais na propaganda eleitoral pode ser alto demais para o País. (Pedro Ribeiro/Paraná Portal)

O astro fake
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(por Ruth Bolognese) – O senador Roberto Requião bateu o recorde de se apresentar como candidato a cargos eletivos em 2018: primeiro a Presidência pelo PMDB, depois pelo PT, a vice de Lula, o Governo do Paraná e, finalmente, a Senador mesmo. Sem contar que oferece o irmão Maurício a vice na chapa de quem vier.

Tantas candidaturas em tão pouco tempo garantem ao senador Requião mais espaço na mídia do que as piadas e frases de efeito contra seus adversários que costuma postar no twitter. (Contraponto).

É o astro pop das candidaturas fake.

(Conteúdo postado no Paraná Portal)

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