Qua, 25 de Julho de 2018 13:09

Fãs e elenco de 'Guardiões da Galáxia' defendem diretor demitido por piadas infames



As redes sociais estão em polvorosa desde o último final de semana, após a Disney ter anunciado a demissão do diretor James Gunn, que comandou os dois filmes da franquia ‘Guardiões da Galáxia’ e se preparava para o terceiro. O cineasta perdeu o emprego após uma série de tweets antigos em que fazia piadas com temas como pedofilia e AIDS serem revisitados por defensores de Donald Trump, em represália à sua postura contrária ao presidente norte-americano.


“Eu gosto quando garotinhos me tocam naquele lugar engraçado”, escreveu um ainda desconhecido Gunn, em 2009, quando tentava fazer piadas deste teor na rede social para chamar a atenção. Na semana passada, o cineasta de 51 anos, disse que fazia tais comentários como parte de um “humor provocativo” no qual acreditava na época, mas que desde então evoluiu como pessoa e passou a não considerar esta postura adequada.

“Independentemente do tempo, entendo e aceito as decisões tomadas. Até muito tempo depois, aceito a responsabilidade por meu comportamento”, declarou James Gunn em comunicado oficial, após sua demissão. “Tudo que posso fazer agora, além de oferecer meu arrependimento honesto, é ser o melhor ser humano que posso ser: compreensivo, comprometido com a igualdade, e mais ponderado sobre minhas declarações e obrigações com discursos públicos. A todos dentro e fora da indústria, e outros, peço profundas desculpas. Amor a todos”.

A partir daí, parte dos fãs se colocaram contra a decisão da Disney, chegando a lançar uma petição online pedindo para que ele seja recontratado. Entre o elenco, o clima predominante foi de poucas palavras. Chris Pratt, que interpreta o protagonista Peter Quill, não falou sobre o assunto durante sua passagem pela Comic Con de San Diego, no último final de semana.

No domingo, porém, Pratt escreveu no Twitter uma passagem da Bíblia, entendido por muitos como uma referência à polêmica: “Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se. Tiago 1:19”, postou, citando o evangelho do apóstolo conhecido na língua inglesa como James, homônimo do ex-colega de equipe.

Zoe Saldana, que interpreta a heroína Gamora, também preferiu ser evasiva. “O final de semana tem sido desafiador e eu não vou mentir. Eu vou tirar uma pausa para levar tudo em consideração antes de falar. Eu só quero que todo mundo saiba que eu amo TODOS os membros da família Guardiões da Galáxia. Sempre amarei.”

“Nós somos groot. Nós somos uma família. Nós estamos juntos”, publicou Pom Klementieff, a Mantis. Já Michael Rooker, o Yondu, foi mais enfático, soltando o verbo contra a rede social: “Esta conta ficará inativa hoje”, escreveu o ator em seu Twitter. “Nós estamos muito cansados e muito irritados com essa MERD*… Nem eu nem meus representantes irão usar o Twitter novamente. O Twitter é um lixo e eu não quero ter nada a ver com isso. Obrigado a todos que me deram palavras gentis e apoio. Vejo vocês no Instagram.”

Se o clima na família Guardiões é de apoio a Gunn, há quem esteja incomodada com estas manifestações públicas de apoio ao diretor. A comediante Roseanne Barr, que teve a popular série de comédia que leva seu nome cancelada em maio após fazer um comentário racista no Twitter direcionado a uma ex-assessora de Barack Obama, considera estar havendo um caso de dois pesos e duas medidas entre a opinão pública.

“Estou enojada por ler todas as mensagens de apoio às piadas de pedofilia de James Gunn, já que as mesmas pessoas apoiaram a minha demissão por uma piada que elas nem entenderam”, escreveu em seu Twitter nesta quarta-feira.




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