segunda, 10 de dezembro de 2018


Sáb, 28 de Julho de 2018 22:23

Jovem, bela, loira, olhos azuis e inteligente: de que cota ela vem? Aos 15 anos, tira nota máxima em 'Enem' da Islândia e é destaque na imprensa estrangeira

... não se chama bastiana nem benedita ... não se chama bastiana nem benedita


Beatriz Ladeira, de 15 anos, superou as barreiras da língua e foi considerada a melhor estudante daquele país. Família de Jundiaí (SP) se mudou em 2016 para fazer evangelização.

 

Uma brasileira de 15 anos foi destaque na imprensa da Islândia depois de ter superado a dificuldade do idioma nórdico da época dos vikings para tirar a nota máxima em uma prova nacional para estudantes, considerada o "Enem" do país.

Nascida em Jundiaí, no interior de São Paulo, Beatriz Ladeira contou ao G1 que, apesar de ter ficado desesperada, ser considerada a melhor estudante da Islândia foi uma surpresa: "É uma coisa inacreditável".

A ilha, que fica no norte do Oceano Atlântico, foi colonizada pela Dinamarca e conta com uma população de 350 mil habitantes, cerca de 60 mil a menos que Jundiaí.

Beatriz, os pais e quatro irmãos, de 2 a 13 anos, se mudaram em pleno verão de 2016 para Reykjavík, capital do país, após serem aprovados em um programa de evangelização da Igreja Católica.

A "Samrændu próf" ("Prova Uniforme", em português) surgiu na vida da jovem no fim de 2017, mais ou menos no meio do ano letivo – lá os estudos começam em agosto e terminam no início de junho. Segundo Beatriz, o teste é parecido com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em nível de importância.

"É uma prova difícil em que todos os estudantes começam a se preocupar logo após o Natal. Diferente do Enem, você não precisa necessariamente dela para entrar no colegial, mas, se for bem nela, com certeza te ajuda a entrar na melhor escola", explica.

Com facilidade em matemática por conta da ajuda do pai, que é engenheiro, a maior dificuldade foi no idioma. A língua nórdica do ramo germânico setentrional sofreu uma "reforma" e passou a ser chamada de Islandês Moderno em 1500.

"Muitas vezes eu me desesperava, não entendia nada. Havia poemas e textos de séculos atrás, regras gramaticais que era praticamente impossível de entender, conta.

A adolescente diz que a nota da prova é representada em letras e porcentagem.

"Achei que fosse tirar C+ ou, no máximo, B. Quando recebi minha prova de matemática e tirei 100%, foi um choque. Tirar 100% significa que ninguém foi melhor do que eu. Dias depois, veio o A nas provas de islandês e história."

"Eu vejo que a Beatriz tem um grande dom da perseverança. Fiquei extremamente orgulhosa do resultado e do esforço. Ficamos todos muito agradecidos a Deus e à professora dela. Tudo foi uma linda história", comenta a mãe da menina, Aline Soares Ladeira.

A linguista Mônica de Araújo Dalla Vecchia afirma que, além das questões fonéticas e de identidade – que dificultam o entendimento de expressões e piadas –, o islandês evoluiu pouco nos mais de mil anos de registro escrito.

"Talvez por Beatriz ter passado por uma dificuldade inicial da língua, ela tenha ficado ainda mais atenta à gramática, interpretação e às pistas que o texto oferece e isso justifique essa bela performance na prova", diz.

Destaque na imprensa

O destaque na imprensa veio após a repórter Inga Rún Sigurðardóttir, do veículo islandês MBL.is, entrar em contato com a jovem pedindo para fazer uma reportagem com ela.

"Achei que seria uma entrevista pequena e que se tratava de um jornal de bairro, mas, na verdade, era um jornal de circulação nacional e minha matéria saiu na capa", comemora.




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