domingo, 16 de dezembro de 2018


Sex, 03 de Agosto de 2018 11:18

Ana Amélia aceita ser vice de Alckmin; Bolsonaro ainda não definiu


O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, confirmou, em entrevista ao programa Central das Eleições, da GloboNews, que a senadora Ana Amélia (PP-RS) comporá sua chapa como candidata a vice. “Ana Amélia aceitou. Foi um gesto importante. Ela abriu mão de sua reeleição ao Senado para vir conosco nessa caminhada”, disse o ex-governador de São Paulo na noite desta quinta-feira, 2.

Alckmin elogiou a nova companheira de chapa, dizendo que ela foi escolhida por vários anos como uma das melhores parlamentares do Congresso. “A vice dos sonhos é Ana Amélia, e eu consegui.”

O candidato ainda disse que a decisão sobre a vice já está pacificada com os outros partidos do Centrão (SD, DEM, PR, PRB e PP). “O Centrão nos delegou essa decisão.”

Bolsonaro

Três dias após conceder entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) respondeu a perguntas de apoiadores ao vivo pelo Facebook, na noite desta quinta-feira, 2. A transmissão começou às 22h20 e se estendeu por mais de duas horas.

Bolsonaro fez críticas ao Supremo Tribunal Federal, defendeu mudanças nas reservas indígenas e disse que ninguém pode ser preso por xingar alguém de gay durante uma partida de futebol.

Questionado sobre quem será o candidato a vice em sua chapa, Bolsonaro repetiu que a advogada Janaína Paschoal e o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança são os principais nomes, e que o general Hamilton Mourão (PRTB) “corre por fora”.

O candidato estava acompanhado por seu filho Flávio Bolsonaro e pelo economista Paulo Guedes, mentor do presidenciável no campo econômico e provável ministro da Fazenda caso Bolsonaro seja eleito. Havia três entrevistadores: Allan dos Santos, Bernardo Kuster e Flávio Morgenstern, todos influenciadores digitais que declaram apoio ao candidato.

Ao criticar o que chamou de “ativismo judiciário”, Bolsonaro afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) “fica muito próximo da Suprema Corte venezuelana” e criticou a iniciativa de regulamentar o direito ao aborto. Defendeu que seja nomeado um ministro “cristão”: “Por que não tem um ministro cristão no STF? Num país cristão como o Brasil, por que não?”, questionou. Sobre a proposta de ampliar o número de ministros da Corte, para formar uma maioria conservadora, ele afirmou que levou “muita pancada”, mas que “quem entendeu elogiou (a proposta)”.

Bolsonaro criticou o Centrão (grupo de partidos que decidiu se aliar ao tucano Geraldo Alckmin na corrida pelo Planalto) e o “loteamento de cargos”: “Se Alckmin vencer, vai lá, substitui o Temer e não muda nenhum ministro, porque os cargos já estão loteados pelo Centrão, que é quem continuará mandando”, afirmou

O economista Paulo Guedes, por sua vez, afirmou que a governabilidade de um eventual governo de Bolsonaro seria mantida não pelo loteamento de cargos, mas pelo repasse de recursos do âmbito federal para Estados e municípios: “A descentralização de recursos é o eixo da governabilidade. Bolsonaro pode ser o primeiro presidente que vai amputar seus próprios poderes, vai regenerar a classe política. Até o prefeito do PT vai querer votar nele, porque está precisando de dinheiro (para administrar o município). A classe política finalmente vai se reaproximar do povo”, previu.




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