terça, 11 de dezembro de 2018


Qua, 22 de Agosto de 2018 17:03

Ex-petista e candidato a deputado federal vira réu por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro

Vaccarezza, quando foi preso Vaccarezza, quando foi preso


 

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, aceitou, nesta quarta-feira (22), a denúncia contra o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza e mais nove pessoas pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro.

Com a decisão, todos passam a responder como réus no processo. Confira a lista completa no final da reportagem.

Vaccarezza foi líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara e, atualmente é candidato a deputado federal de São Paulo pelo Avante.

O ex-deputado federal foi preso, em caráter provisório, na deflagração da 44ª fase da Operação Lava Jato, batizada como "Abate". Porém, foi solto em 22 de agosto de 2017, após Moro fixar fiança de R$ 1,5 milhão, que ainda não foi paga.

O despacho, Sérgio Moro disse que "o investigado tem condições de arcar com a fiança e que não está sendo sincero com o juízo".

As investigações desse processo tiveram início após depoimentos de delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e miram um esquema de corrupção relativo ao fornecimento de asfalto pela empresa Sargeant Marine à Petrobras.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, houve pagamento de propinas mediante transferências bancárias no exterior, com base em anotações de agendas e arquivos apreendidos em fases anteriores da operação.

Na decisão, Moro ressaltou que as vantagens indevidas totatizam US$ 2.107.085,54 "em troca da contratação da Sargeant Marine como fornecedora de asfalto à Petrobras, em detrimento da participação da empresa Asphaltos Trade".

Vacarezza, conforme o juiz federal, recebeu US$ 518,5 mil como propina com o auxílio de Paulo Sérgio Vaz de Arruda. Parte desse valor foi apreendida na residência de Vaccarezza.

"Relativamente ao ex-deputado federal Cândido Elídio de Souza Vaccarezza, observo que há, em cognição sumária, três depoimentos que o incriminam, especificamente de Paulo Roberto Costa, Jorge Antônio da Silva Luz e Bruno Gonçalves Luz", afirmou Moro.

Veja todos os investigados que se tornaram réus no processo

  1. Cândido Elpídio de Souza Vaccarezza
  2. Bo-Hans Vilhelm Ljungberg
  3. Bruno Golçalves Luz
  4. Carlos Henrique Nogueira Herz
  5. Carlos Roberto Martins Barbosa
  6. Jorge Antônio da Silva Luz
  7. Luiz Eduardo Loureiro Andrade
  8. Márcio Albuquerque Aché Cordeiro
  9. Paulo Sérvio de Vaz Arruda
  10. Rafael Aché Cordeiro



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