terça, 10 de dezembro de 2019


Sáb, 01 de Setembro de 2018 01:39

Nos olhos da alma, a hora da verdade e o encontro marcado do Brasil com mudanças e prosperidade, por Oriovisto Guimarães

 


Oriovisto Guimarães tem 10 propostas para mudar o Brasil. Entre elas, leis duras para combater corrupção, fim dos privilégios de políticos, fim da política como profissão, independência entre os poderes, reforma da previdência, reforma judiciária e impedimento de condenados por corrupção de exercerem cargos públicos

Como repórter, fui com pauta pronta para entrevistar o professor Oriovisto Guimarães e o assunto, desta vez, era sobre seu mais recente livro de reflexões “Olhos e Ouvidos de Minha Alma”, lançado quinta-feira, 30 de agosto, na Sociedade Garibaldi, em Curitiba. Nossa conversa, no entanto, foi realizada duas horas antes do evento, em seu escritório, no centro da capital. Depois de cinco minutos falando sobre suas obras literárias ou pedagógicas e sua formação como educador, que se transformou no dono de uma das mais respeitáveis universidades do país, descambamos para o que ele mais gosta de falar hoje: política.

Insisti no assunto, perguntando ao professor, dono da cadeira número seis da Academia Paranaense de Letras, como a escola pode ser um instrumento de ação política e social e como seria uma educação transformadora, comprometida com suas classes, principalmente os excluídos. Recebi uma aula de informações sobre a educação no Brasil e nos principais países do mundo. Voltei ao livro. O professor Oriovisto Guimarães revela que, nesta obra – já escreveu vários livros didáticos, de economia e educação – resolveu compilar artigos e palestras que escreveu e proferiu nos últimos 10 anos. Daí, reflexões: “Olhos e Ouvidos de Minha Alma”.

Os conteúdos foram frutos de seu trabalho ainda quando reitor da Universidade Positivo e remonta a propostas e ideias fundamentados principalmente na história política do nosso país. Suas posições em relação à política não surgiram agora, menos de quatro ou cinco meses, quando aceitou o convite do amigo, o empresário Joel Malucelli, com discute política praticamente todas as semanas, para ingressar no partido Podemos e se candidatar a uma vaga no Senado Federal. Vem de longa data e no livro estão as provas materiais de seus pensamentos sobre política. Lembro, também, que o professor foi frequentador, na juventude, da “Chácara do Alemão”, no Boqueirão, onde, volta e meia, iam presos por questões ideológicas.

Cidadão do bem

Oriovisto Guimarães é um cidadão filtrado para o bem. Como candidato ao Senado Federal já deixou claro que não pedirá dinheiro para campanha – usará recursos próprios – não dará dinheiro para ninguém e fará uma campanha franciscana. Malucelli diz: “o professor será um paladino no Congresso Nacional no combate à corrupção dentro do parlamento e seus pensamentos e formas de agir em relação à política certamente servirão de exemplo para as mudanças que queremos em nosso país”.

Quatro temas pautam a vida de Oriovisto Guimarães, desde de os bancos escolares aos dias de hoje, refletidos no livro: filosofia de vida, educação, economia e política. Na filosofia (vida) procura não apenas entender como mostrar o sentido da vida e o amor. Leitor de apaixonado pelos clássicos gregos, como Aristóteles, Sócrates, Platão e outros, se intitula um livre pensador. Na filosofia moderna, sua biblioteca estampa obras do francês Luc Ferry, Andre Conte Sponvil e Benedito de Espionosa, onde se concentra na obra “Ética”, o que leva no pé da letra.

Passando pela literatura, o professor é apaixonado pelas obras de Guimarães Rosa e considera Camões um gênio. Desta na educação pedagogos e pensadores como Paulo Freire, Jean Jacques Russeau e o americano John Dawey. Na economia, todos os clássicos, entre os que mais aprecia estão Karl Marx, Adam Smith, e John Maynard Keynes, além dos mais liberais, como Ludowig Von Mises, Roberto Campos e Celso Furtado. Na política, é admirador das obras do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, de Roberto Campos e Ruy Barbosa.

Brasil precisa sair da ruína

Para o professor Oriovisto, que colocou seu nome para disputar uma vaga no Senado Federal, chegou a “hora da verdade “ para o Brasil e que a nação tem um encontro marcado com o próximo governo que terá que encontrar o caminho da prosperidade ou se transformará em uma ruína como a Venezuela. “O próximo governo, seja ele quem for, marcará a história do Brasil”, acredita o professor, porque do jeito que está não pode mais continuar. “Não se pode, jamais, admitir que um governo possa viver eternamente gastando mais do que arrecada”, observa. Para ele, o “Brasil chegou no limite. Ou rompe com a corrupção, com o estado patrimonialista, acaba com os privilégios e passa a administrar o dinheiro com eficiência ou vai governar com as dificuldades de um estado como o Rio de Janeiro e outros que estão na iminência pre falimentar”.

A política não pode interferir na economia, porque tira a confiança dos investidores, sejam eles nacionais ou internacionais. Hoje o Brasil possui um déficit primário de mais de R$ 100 bilhões e uma dívida pública interna de R$ 3 trilhões e as atuais diretrizes políticas apontam para o agravamento, diz Oriovisto Guimarães, alertando: “se continuar neste caminho, de desordem generalizada, haverá quebra das instituições e faltará dinheiro para tudo, ou seja, para saúde, previdência, segurança, infraestrutura, educação…o governo quebra”.

“Onde tirar dinheiro?”, questiona o professor. Aumentar impostos não é mais possível, porque o brasileiro já trabalha quatro meses por ano para sustentar o desperdício do governo, com corrupção, mordomias e outras benesses. Vender títulos da dívida pública também não dá mais, pois ninguém quer comprar, porque os juros crescem e ninguém aguenta. Emitir moeda é provocar o aumento da inflação (vejam o caso recente da Venezuela). Portanto, os caminhos estão esgotados, fechados e a saída, a vertente, é promover as reformas que o país precisa para prosperar.

Propostas para mudar

Nos últimos 10 anos, depois que deixou a presidência do Conselho das empresas (Grupo Positivo), o professor Oriovisto Guimarães vem se dedicando à política, em busca de solução para mudar o Brasil. Em sua palestra em associações, entidades classistas, universidades e grupos políticos, mostra 10 propostas que podem redirecionar os rumos do país com destino à prosperidade. Na primeira proposta, o professor prega o endurecimento da legislação de combate à corrupção.

Primeira proposta:

-É preciso aprovar as medidas de combate à corrupção
-Aprovar a reforma do Código Penal para reduzir tempo de conclusão dos processos e aumentar as penas, sem prejuízo do direito de defesa
Com esta proposta, o candidato ao Senado espera a diminuição da corrupção, o fim da impunidade, a melhoria da ética pública no país e o aumento de recursos financeiros para os programas sociais.

Segunda proposta:

Fim dos privilégios de políticos e burocratas. Esta proposta, segundo o professor, consiste em:
– Fim do auxílio-moradia
-Fim do carro com motorista
– Restrição ao uso de jatinhos da FAB
– Redução do número de assessores de gabinete
Com esta proposta, acredita que haverá sensível redução do custo do setor público, do déficit do governo, da ineficiência e do desperdício no setor estatal, além de melhorar a gestão dos tributos pagos pelo povo.

Terceira proposta:

Reforma política e fim da política como profissão. Nesta proposta, Oriovisto Guimarães po9ntua cinco itens que considera importante:
– Diminuir o número de partidos
-Reduzir o número de deputados e senadores
-Exigir que um partido tenha o mínimo de 5% dos votos válidos para ter assento no legislativo
-Proibir todo político de voltar ao mesmo cargo que já tenha ocupado duas vezes
– Aumentar as exigências para a criação de municípios
Com esta proposta, se espera reduzir o custo de toda a estrutura de governança do Brasil, aumentar a eficiência e a transparência dos poderes Legislativo e Executivo.

Quarta proposta:

Independência entre os poderes. Nesta proposta, ele prega o seguinte:
– Proibir o político eleito para cargo Legislativo de ocupar cargos no Executivo e nas empresas estatais. Se o político virar ministro, dirigente no governo ou nas estatais, deve renunciar aos mandato para o qual foi eleito.
-Proibir que partidos e parlamentares indiquem ministros e ocupantes de demais cargos no Poder Executivo.
Com isso, o professor defende a separação dos poderes, onde o Legislativo deve legislar e fiscalizar o governo e o Executivo governar e executar as funções e os programas de governo.

Quinta proposta:

Reforma da previdência pública e privada:
– Criar uma previdência única para todos os brasileiros, respeitando direitos adquiridos
– Aprovar o regime de capitalização, ou seja, o patrão e empregado contribuirão por conta individual de cada trabalhador, inclusive no setor público.
-Ajustar a idade mínima para aposentadoria, com regras de transição e ressalvas das profissões insalubres e perigosas.

Proposta número seis

O professor propõe uma reforma tributária e reorganização da federação nacional.
– Reformar o sistema de tributação, ajustando os impostos sobre rendas e diminuindo sobre consumo.
– Dar mais autonomia aos Estados e Municípios e reduzir a dependência deles em relação ao governo federal.
-Reduzir tributos que, hoje, são mais de 50 para apenas nove.
Com isso, segundo o professor, haverá uma simplificação do sistema tributário e uma melhora na distribuição da arrecadação entre a União, Estados e Municípios. Acredita também que haverá redução dos gastos burocráticos para cumprir as leis tributárias, além da redução do tamanho das estruturas fiscais.

Sétima proposta

Reforma do judiciário e fim da impunidade
– Definição de prazos máximos para a Justiça concluir um processo, segundo sua gravidade e relevância
– Propor Projeto de Emenda à Constituição garantindo o início do cumprimenjto da pena de condenados em segundo instância.

Proposta número oito

Reforma administrativa e patrimonial. São três as propostas do professor Oriovisto para a reforma administrativa do governo:
– Fixação de de teto de remuneração no setor público e proibição de benefícios pagos fora do teto máximo.
– Privatização de todas as empresas estatais, preservando apenas as que envolvem segurança nacional
– Diminuição em 75% do número de cargos comissionados (aqueles nomeados sem concurso público).

Proposta número nove

Impedimento de acesso ao setor público de condenados por corrupção
– A proposta pede a aprovação de lei cassando direitos políticos e proibindo pessoas condenadas em definitivo por corrupção de ocupar cargos públicos.
Com esta proposta espera-se melhorar a ética pública, reduzir a corrupção no governo e reduçãoi do desperdício de dinheiro público.

Proposta número 10

Nesta proposta, Oriovisto Guimarães defende a simplificação da legislação com a redução do número de leis e a simplificação das leis para torná-las claras, compreensíveis e de fácil execução. Com isso o professor espera diminuir o custo burocrático da obediência, o destravamento do crescimento econômico e a dinamização da economia, além da ampliação mdo espaço de liberdade dos indivíduos.(Pedro Ribeiro/Paraná Portal)




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