Qua, 05 de Setembro de 2018 16:59

ELE ENTENDE: Vice de Cida, Sergio Malucelli pretende influir na segurança

(Foto: Franklin de Freitas) (Foto: Franklin de Freitas)


Convidado para ser vice na chapa de Cida Borghetti (PP) ao governo do Estado aos “45 minutos do segundo tempo”, na véspera da convenção em 4 de agosto, o coronel da reserva da Polícia Militar Sergio Malucelli (PMN), acredita que seu nome tenha sido escolhido para fazer frente a uma das maiores demandas do eleitorado, a Segurança Pública. Além de sua história como comandante-geral da PM durante três governos (Jaime Lerner, Mario Pereira e Roberto Requião), o provável secretário de Estado da Segurança em um eventual governo da chapa possui trânsito nas três principais associações de policiais militares. Também presidiu nos últimos anos a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), é correligionário do prefeito de Curitiba Rafael Greca (PMN), e é primo do multiempresário Joel Malucelli (PODE), suplente do senador Alvaro Dias (PODE). As ligações o credenciaram para compor a chapa que reúne os maiores partidos coligados entre os concorrentes.

Malucelli afirma que sua influência na campanha e no governo estarão diretamente relacionadas aos projetos que tem para a Segurança Pública, agregado ao bom relacionamento com empresários do agronegócio, do transporte e logística no Estado. Entre seus projetos está a criação de um centro público de informações compartilhadas de empresas de segurança privada. “Hoje nada mais pode ser feito sem integração. Já estamos conversando com as empresas”, adianta.

O coronel também aponta que vai incluir as empresas nas estratégias de segurança no campo, aliando duas de suas áreas de atuação, e mais o monitoramento de estradas, na terceira área. “Vamos aproximar a segurança da área rural, para evitar invasões de terra, furtos, queimadas e essas coisas  que acontecem na área rural. No setor de transportes, temos que ter monitoramento das rodovias por câmeras integradas. Tudo tem que ser integrado”, planeja. 

Planejamento

Malucelli afirma que como vice é possível atuar no planejamento do Estado, mesmo que surja outra indicação para a Secretaria da Segurança no decorrer das negociações políticas. “Isso não quer dizer que eu tenha que ser secretário. O que ela (Cida) me pediu é que eu pense em Segurança Pública”, afirma. 
Na área onde pretende atuar no governo prioritariamente, Malucelli destaca a necessidade de integração entre as forças de segurança. “Não é só a Polícia Militar, a Polícia Civil também precisa de atenção. Queremos colocar os políciais em todas as delegacias funcionando, resolver o problema da superlotação, dar estrutura e equipamento aos policiais. Eu estive muitos anos na Polícia Militar, recebi todas as medalhas possíveis. Tenho um histórico importante. Sou formado em Direito, Administração e História. Então, acho que é por isso (que fui escolhido como vice)”, aponta. 

Salários

Quantos aos salários dos políciais, uma das demandas permanentes, Malucelli diz que não pretende influenciar no tema. “Salário é privativo da governadora. Ela que sabe das possibilidades de caixa, junto com seu secretário da Fazenda, ela tem uma visão clara da cena real”, fala, já como possível secretário de Segurança.

‘Eu era candidato a deputado’

Malucelli era candidato a deputado estadual até a véspera da convenção que consolidou a chapa que alicerça a candidatura de Cida. O coronel conta que na noite anterior recebeu uma ligação do deputado federal Ricardo Barros (PP), marido de Cida, e coordenador político da campanha, com o convite. “Eu estava em casa, tinha acabado de chegar de Morretes, estava fazendo um roteiro, quando recebi a ligação do Ricardo (Barros). Foi uma noite muito conturbada, porque eu tinha que pensar bem, consultar as pessoas próximas. Eu era candidato a deputado e já estava tudo certo. Respondi no dia seguinte”, conta.

Sem especificar nomes, Coronel Malucelli afirma que precisou do aval de seus parceiros políticos. “Presidentes dos sindicatos do transporte, minha família, as pessoas que estavam comigo, até para não causar nenhuma animosidade política”, aponta. Ele também afirma que não participa financeiramente da campanha, não doou e nem pediu que pessoas próximas participacem com recursos. “Estou muito confortável. Somente sigo a agenda do comitê central da campanha”, diz. 

Fidelidade

Malucelli afirma que não vê possíbilidade de rompimento durante um eventual mandato. “Ela é uma pessoa qualificada, uma pessoa do bem, incapaz de qualquer atitude grosseira. Estudei toda a história dela, os projetos em prol das mulheres”, garante.  (Narley Resende/Bem Paraná)

Voltar ao Topo