domingo, 21 de outubro de 2018


Dom, 30 de Setembro de 2018 13:48

Começa a briga por espaço num possível governo de Ratinho Jr.

Farinha pouca, meu angu primeiro... Farinha pouca, meu angu primeiro...


À revelia do candidato, grupos que frequentam a “casa branca” – como é conhecido o comitê de campanha de Ratinho (PSD), no Alto da Glória – já se engalfinham para garantir espaços na possível futura administração. Em comum, estes grupos consideram que a vitória se dará já no primeiro turno e, portanto, a montagem da equipe de governo começará a ser delineada logo após o 7 de outubro. Daí a briga para reservar desde já algumas porções no latifúndio.

A briga se dá entre os chamados “autênticos”, aqueles que apoiaram Ratinho Jr. desde a primeira hora e passaram a fazer parte das equipes de formulação de propostas de campanha e programas de governo, e os “arrivistas” ou “oportunistas” que, antevendo a vitória, agora se aproximam do candidato e procuram se habilitar para ocupar espaços de seu interesse.

Um dos conflitos se dá na área do meio ambiente. Militantes do Partido Verde que, desde o início da campanha comandam a formulação de políticas para o setor, estão irritados com a presença cada vez mais ostensiva o deputado Rasca Rodrigues. Desconfiam que ele estaria interessado em reservar para si próprio a secretaria do Meio Ambiente ou, preferencialmente, a presidência do IAP – Instituto Ambiental do Paraná, cargos que já ocupou nos governos de Roberto Requião.

Os “autênticos” se rebelam. Lembram que Rasca foi eleito e reeleito deputado estadual pelo PV mas, em 2018, deixou o partido para se filiar ao Podemos. Na ocasião, justificou sua saída com o fato de não concordar com a tendência da sigla de “firmar um acordo de apoio político a uma candidatura ao Governo do Paraná que será conflitante com minha posição pessoal por outra candidatura” – isto é, era contra Ratinho e a favor de Osmar Dias, que depois desistiu da candidatura. Os “autênticos” já fizeram chegar ao candidato lembranças sobre a cassação do mandato e de processos a que Rasca respondeu em suas gestões.

Em outra trincheira está o grupo “autêntico” da área de segurança pública, formado principalmente por coroneis da reserva da PM que também aderiram ao candidato do PSD desde os primórdios da campanha. Agora eles notaram que outro grupo – do qual já eram adversários desde os tempos da caserna -, ligado ao ex-governador Beto Richa, oferece apoio e contribuições profissionais em troca de abrigo seguro na “casa branca” e futuramente no Palácio Iguaçu.

Um dos que buscam se infiltrar, segundo denunciam os “autênticos”, é o coronel Cesar Kogut, o ex-comandante da Polícia Militar quando do sangrento confronto das tropas com servidores públicos (professores, principalmente) no Centro Cívico em 29 de abril de 2015. A repercussão negativa do episódio provocou sua demissão do comando e a exoneração também do então secretário da Segurança, Fernando Francischini. (Blog Contraponto)




Twitter - Políticos

Michel Temer


Beto Richa


Rafael Greca


Álvaro Dias


Gleisi Hoffman


Roberto Requião

S5 Box