segunda, 10 de dezembro de 2018


Qui, 08 de Novembro de 2018 21:35

OPERAÇÃO SUPERAGUI: TJ-PR nega pedido de Beto Richa para trancar investigação; Operação Radio Patrulha: Pepe Richa não é encontrado para intimação

Pepe e Beto Pepe e Beto


 

A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou pedido da defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) para trancar a investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) na Operação Superagui.

Desde 2015, a promotoria apura suspeitas de irregularidades na concessão de licença ambiental à empresa Green Logística para abrir um pátio de caminhões às margens da BR-277, em Paranaguá, no litoral do estado.

Um dos argumentos da defesa do ex-governador foi o excesso de prazo para a investigação. O desembargador José Carlos Dalacqua, relator do caso, afirmou que investigações não têm prazo definido e, por isso, indeferiu o pedido.

A defesa também argumentou ausência de justa causa, justificando que a "única prova que ensejou a instauração do procedimento investigatório seria ilícita".

A defesa de Beto Richa afirmou que vai entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O advogado da Green Logística disse que não vai se manifestar.

 Operação Radio Patrulha: Pepe Richa não é encontrado para intimação

O juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, deu prazo de 24 horas, na quarta-feira (7), para que a defesa do irmão do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e ex-secretrário estadual, Pepe Richa, informe o telefone e o e-mail do réu naOperação Rádio Patrulha.

A operação investiga um esquema de propina para desvio de dinheiro por meio de licitações no programa "Patrulha do Campo", para recuperação de estradas rurais do estado.

Conforme o despacho, ele não foi encontrado em casa pelo oficial de Justiça em duas oportunidades para notificação do recebimento da denúncia por corrupção passiva e fraude a licitação.

"A suspeita de ocultação apresentada se mostra razoável", afirma o juiz.

O relato do oficial de Justiça dá conta de que Pepe Richa não foi encontrado em casa nos dias 1º e 5 de novembro e que a esposa informou que ele está em viagem sem data de retorno prevista.

Ele também afirmou que a mulher não soube dizer onde o réu poderia ser encontrado. Diante da situação, o oficial disse que retornou ao local na terça-feira (6) dando como feita a citação pela esposa.

No recebimento da denúncia, em 30 de outubro, o juiz não determinou medidas cautelares aos réus, mas afirmou que entraves para o cumprimento das citaçõees deveriam ser comunicados imediatamente "para fins de adoção de medidas necessárias".

Na decisão de quarta-feira, o juiz também pediu para que a defesa do réu Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador, informe se há previsão de retorno da viagem feita ao Líbano.

Em nota, a defesa de Pepe Richa afirmou que "só irá se manifestar no processo" e que entrará com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).




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