terça, 11 de dezembro de 2018


Sáb, 17 de Novembro de 2018 18:03

O que se sabe sobre o submarino argentino ARA San Juan, encontrado um ano após ter desaparecido



O submarino argentino ARA San Juan, desaparecido há um ano nas águas do Oceano Atlântico com 44 tripulantes a bordo, foi localizado, informaram neste sábado (17) o Ministério da Defesa e a Marinha da Argentina.

A embarcação está em uma região de cânions (espécie de rios submarinos), a 907 metros de profundidade, e a 600 km da cidade de Comodoro Rivadavia, onde se tinha montado o centro de operações durante a busca.

O local é o mesmo onde, há um ano, foi identificada uma "anomalia hidroacústica" semelhante a uma explosão.

Em coletiva no sábado (17), a Marinha da Argentina informou que o submarino foi encontrado em uma área de "visibilidade bastante reduzida", e que a embarcação sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.


Desaparecimento há 1 ano

O ARA San Juan desapareceu em 15 de novembro de 2017, quando voltava do porto de Ushuaia, onde havia feito exercícios militares, para a base naval de Mar del Plata.

Horas antes, o comandante tinha feito o alerta de uma falha provocada pela entrada de água por um duto de ventilação que vazou no compartimento das baterias elétricas e produziu um princípio de incêndio.

Embora a Marinha argentina tenha garantido em várias ocasiões que essa falha foi "corrigida" e que o San Juan continuou navegando para Mar del Plata, o certo é que seu rastro foi perdido e nunca chegou ao porto dessa cidade, onde deveria ter atracado em 19 de novembro.

A 'avaria' relatada pelo comandante

O comandante do submarino, capitão de fragata Pedro Martín Fernández, informou à base um problema nas baterias. Em uma comunicação posterior, comunicou que seguia para a base naval de Mar del Plata, onde deveria chegar em dia 19 de novembro.

Um submarino deste tipo está geralmente equipado com quatro baterias de 50 toneladas cada uma, que contêm chumbo e ácido sulfúrico. Em caso de problemas, as baterias podem produzir gases instáveis e até explosão.

A hipótese da explosão

Uma explosão submarina foi registrada no local três horas depois da última comunicação com o submarino, quando o capitão da embarcação reportou a superação de uma falha no sistema de baterias devido à entrada de água pelo snorkel.

Após especulações sobre a situação do submarino e sobre sua capacidade de renovar o oxigênio a bordo, essa tese da explosão passou a ser uma pista para a causa do acidente.

Ela explicaria a ausência da ativação da baliza de emergência e a interrupção completa das comunicações do submarino.

Alguns tripulantes comentaram que a embarcação tinha sido seguida por navios ingleses. Alguns familiares pensam que poderiam ter passado pela zona de exclusão das Ilhas Malvinas, cuja soberania motivou um conflito entre Argentina e Grã-Bretanha em 1982.









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