terça, 11 de dezembro de 2018


Qua, 28 de Novembro de 2018 19:52

Vinte principais líderes mundiais reúnem-se em Buenos Aires


Nos próximos dias, os principais nomes da política internacional estarão em Buenos Aires para a reunião de Cúpula do G20 que começa nesta sexta-feira (30) e termina neste sábado (1º). Alguns, inclusive, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping, que travam tensas negociações econômicas e têm embates contínuos.

Além do Brasil, o G20 reúne os seguintes integrantes: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia.

Esses países representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio internacional e dois terços da população mundial. Eles também são responsáveis pela emissão de 84% dos gases de efeito estufa.

Oficialmente, os principais objetivos do G20 são coordenar políticas entre seus membros para promover o crescimento sustentável e a estabilidade econômica; promover regulação financeira que reduza o risco de futuras crises financeiras e reformar a arquitetura financeira internacional.

Na área comercial, norte-americanos e chineses travam uma guerra desde julho, após a imposição mútua de sobretaxas bilionárias. Iniciada por Donald Trump, a imposição de tarifas a produtos chineses atingiu em cheio as exportações comandadas por Xi Jinping.

Já no campo da diplomacia, às vésperas da Cúpula do G20, a organização não governamental Human Rights Watch pediu à Justiça Argentina para investigar o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, que estará em Buenos Aires, sobre possíveis crimes contra a humanidade no Iêmen, além do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

A cúpula do G20 também colocará lado a lado líderes que enfrentam questões migratórias. Desde outubro, milhares de migrantes centro-americanos seguem em caravanas a pé rumo aos Estados Unidos, que determinaram uma série de medidas para impedir a entrada deles no país, a partir da fronteira com o México. Além de Trump, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, também estará na Argentina.

Líderes mundiais

Participam ainda da Cúpula, os presidentes do Brasil, Michel Temer; da Rússia, Vladimir Putin; da França, Emannuel Macron; da Turquia, Tayyip Erdogan; da Coreia do Sul, Moon Jae-in; e da África do Sul, Cyrill Ramphosa.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel; os primeiros-ministros da Itália, Giuseppe Conte; do Canadá, Justin Trudeau; do Reino Unido, Theresa May; do Japão, Sinzó Abe; e da Índia, Narendra Modi, também confirmaram presença.

Como convidados, foram incluídos os membros permanentes: os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk; do Chile, Sebastián Piñera; do Senegal, Macky Sall; de Ruanda em nome da União Africana, Andrew Holness; além dos primeiros-ministros da Espanha, Pedro Sánchez; de Cingapura, Lee Hsien Loong; da Jamaica, Andrew Holness; e dos Países Baixos, Mark Rutte.

Histórico

O Grupo dos 20 foi criado em 1999, em meio à crise econômica mundial do final dos anos 1990, como um foro para a cooperação internacional em temas econômicos e financeiros. Inicialmente reunindo ministros da área econômica e presidentes dos bancos centrais de países com projeção na economia mundial, o encontro buscava diálogo e cooperação.

Em 2008, o então presidente dos Estados Unidos George W. Bush convidou os líderes dos países do grupo para reunião em Washington, inaugurando assim as Cúpulas do G20. A iniciativa foi um esforço para dar resposta a outra crise econômica mundial da época e indicou a necessidade de cooperação internacional mais ampla.

Desde então, o G20 consolidou-se como principal foro anual de encontro de presidentes e primeiros-ministros dos 19 países que o compõem, além da União Europeia.

Reuniões preparatórias

A Cúpula do G20 em Buenos Aires foi antecedida por vários trabalhos preparatórios subdivididos por temas. Foram mais de 80 reuniões de grupos de trabalho que se dividiram nas seguintes áreas: Medidas Anticorrupção, Educação, Emprego, Sustentabilidade Climática e Transições de Energia.

A partir desta quarta (28), haverá reuniões dos representantes dos países para conversas conjuntas. Nesta quinta (29) à noite, os ministros da área econômica participarão de um jantar de trabalho para finalizar as quase 30 reuniões da área, que incluiu encontros preparatórios ao longo do ano em Buenos Aires, Washington e Bali.

O slogan da cúpula deste ano é Construindo um Consenso para um Desenvolvimento Equitativo e Sustentável. O logotipo reflete, a partir de figuras circulares e o uso de uma ampla paleta de cores, diversidade e construção de consenso para lidar com os principais desafios globais. (Agência Brasil)




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