segunda, 17 de dezembro de 2018


Qui, 29 de Novembro de 2018 19:18

Quadro Negro: Ex-diretor da Secretaria de Educação vai ‘dizer o que sabe’

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Maurício Fanini está preso desde setembro de 2017; ele é réu no principal processo sobre o esquema de corrupção na construção e reforma de escolas estaduais, que apura desvios de R$ 20 milhões.

O ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná (Seed) Maurício Fanini assinou nesta quinta-feira (29) acordo de delação premiada com o Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ele ocupou o cargo no governo Beto Richa (PSDB).

Segundo a promotoria, ele comandou um esquema de corrupção na construção e reforma de escolas estaduais investigado na Operação Quadro Negro, que apura desvios de R$ 20 milhões.

Fanini, que está preso desde setembro de 2017, começou a prestar depoimento nesta quinta-feira para dar detalhes do esquema.

Conforme o MP-PR, a Construtora Valor recebeu quantias milionárias por obras que mal saíram do chão. No total, 15 pessoas - entre diretores e funcionários da Secretaria de Educação - são rés no principal processo da Quadro Negro.

Em junho deste ano, o ex-diretor fez uma proposta de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nessa proposta, ele afirmou que o dinheiro desviado das escolas serviu para abastecer campanhas eleitorais de Beto Richa.

Ele disse que intermediou pagamentos de propina, entre 2002 e 2015, e que o dinheiro serviu também para bancar gastos pessoais do ex-governador - como viagens e a compra de um apartamento para o filho mais velho dele, Marcello Richa.

Fanini contou também que Beto Richa não só sabia de todo o esquema como cobrava o repasse do dinheiro. O esquema, segundo Fanini, envolveu também secretários de estado e assessores próximos ao ex-governador.

Várias pessoas citadas na primeira proposta de delação, com a PGR, perderam o foro privilegiado. Por isso, o acordo foi assinado com o MP-PR. Ele, que é réu em três ações, apresentou provas para validar os depoimentos.

No acordo assinado com o MP-PR, Fanini vai citar dezenas de empresários que, segundo ele, pagaram propina para bancar campanhas eleitorais do ex-governador.

O ex-diretor da Seed também vai falar sobre envolvimento de outras autoridades, como deputados estaduais. Os depoimentos aos promotores devem ir até a próxima semana.




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