segunda, 17 de dezembro de 2018


Sex, 30 de Novembro de 2018 19:28

Bolsonaro se encontra com católicos tradicionais e recebe oração dos carismáticos


 Aparecida e Cachoeira Paulista, SP, 30/11/2018 - A um mês de assumir o comando do País, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, fez nesta sexta-feira, 30, seu contato mais próximo com simpatizantes desde que ganhou a eleição, em outubro. Depois de assistir a uma formatura de sargentos na Escola de Especialistas de Aeronáutica em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba (SP), o presidente eleito fez acenos a católicos tradicionais e carismáticos ao visitar o Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida, e o Santuário da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP).


No início da semana, assessores de Bolsonaro divulgaram uma agenda apenas com a passagem do presidente eleito a Aparecida. O roteiro em Cachoeira Paulista foi incluído na programação mais tarde. Ao falar com jornalistas, ele reforçou que é católico, casado com uma evangélica, e que todas as pessoas devem ser respeitadas pela religião que têm ou por não ter crença nenhuma, com exceção de uma "eventual religião" que promova intolerância.

A visita ao Santuário de Aparecida foi rápida, durou cerca de 15 minutos e não foi aberta ao público. Já a agenda na Canção Nova contou com a presença de simpatizantes. Bolsonaro subiu ao altar do santuário e recebeu uma oração com imposição de mãos e línguas estranhas (desconhecidas), símbolos do Movimento Carismático Católico inspirados em práticas pentecostais, conduzida pelo padre Bruno Costa. "Precisamos fazer tudo para o governo dar certo. É um tempo novo, a esperança se renova e nós precisamos acreditar. Eu pedi essa graça, que ele fosse conduzido pelo Espírito Santo", declarou o líder religioso ao Broadcast Político. O padre defendeu que Bolsonaro, no governo, promova ajustes na economia e ações para "diminuir o vazamento financeiro" da corrupção no País.

Ao discursar para os religiosos, Bolsonaro afirmou ter uma missão divina como presidente eleito e disse que busca coragem e sabedoria para tomar as decisões certas para o País. "Mais que a certeza da vitória, a confiança que o nosso país ocupará brevemente o seu devido lugar de destaque no mundo", declarou, agradecendo a Deus por sua vida e pedindo o apoio dos fiéis ao seu governo.

Em um auditório onde concedeu entrevistas a emissoras com inspiração católica e à imprensa em geral, Bolsonaro chorou ao falar do atentado que sofreu em setembro, quando foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG) em plena campanha durante o primeiro turno da disputa presidencial. "Pedi para que minha filha não fosse uma órfã", contou o presidente eleito. "Fui salvo por homens, mas pelas mãos de Deus."

Em meio às agendas, Bolsonaro acenou para simpatizantes, deu a mão para outros e tirou algumas fotos. No santuário carismático, ele recebeu uma carta do agente da Fundação Casa Paulo Gaspar, 40 anos, que sugeriu um plebiscito para consultar à população sobre a redução da maioridade penal. "Temos que ter condições para melhorar a situação, uma reeducação de detentos seria importante", opinou Gaspar ao conversar com a reportagem.

Vestibular
Durante a manhã desta sexta-feira, ao assistir à formatura de sargentos na Escola de Especialistas de Aeronáutica, Bolsonaro revelou ter prestado o vestibular para a instituição em 1971, aos 16 anos. Ele, porém, não conseguiu ser selecionado. O presidente eleito declarou já ter estado mais de 15 vezes no local para acompanhar cerimônias para a desta sexta-feira. Em entrevista a jornalistas, Jair Bolsonaro reforçou a promessa de dar atenção financeira especial às Forças Armadas. (Daniel Weterman, enviado especial - daniel.weterman@estadao.com)




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