segunda, 17 de dezembro de 2018


Sex, 30 de Novembro de 2018 20:07

Macri abre o G20 na Argentina e pede 'mesmo senso de urgência' de 2008

Eles detém 90% do PIB mundial (FOto Getty Image) Eles detém 90% do PIB mundial (FOto Getty Image)


Evento com líderes das maiores potências mundiais ocorre pela 1ª vez na América do Sul. Dia teve reuniões bilaterais, encontro do Brics, protestos e até terremoto.

A cúpula do G20 começou nesta sexta-feira (30) em Buenos Aires, na Argentina, com encontros bilaterais, reunião dos líderes dos Brics, grupo do qual o Brasil faz parte, irritação de Trump com a tradução simultânea e protestos nas ruas.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse, em discurso de abertura, que os "desafios globais" pelos quais os países estão passando requerem "soluções globais". "Quero pedir-lhes que atuemos com o mesmo senso de urgência que na cúpula de 2008", afirmou diante dos líderes dos diversos países participantes.

O encontro de líderes do G20 completa 10 anos nesta edição. A primeira aconteceu em 2008, em meio às preocupações causadas pela crise financeira iniciada no mercado imobiliário norte-americano.

"Temos que promover ações baseadas em interesses compartilhados", defendeu o presidente em seu discurso.

A Argentina recebe o evento em meio a tentativas de conter a crise financeira que está enfrentando, que levou o país a pedir socorro novamente ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Nestes anos, as mudanças e as circunstâncias sociais, políticas e econômicas em nível global e em nossos países geraram um questionamento sobre os mecanismos multilaterais contemporâneos, incluindo o G20, e surgiram tensões entre nossos países sobre a visão de como encarar individualmente as oportunidades e desafios globais", afirmou Macri.

O presidente argentino também destacou que o país nunca recebeu "tantos líderes ao mesmo tempo, é histórico". Ele ainda destacou o fato de ser a primeira cúpula realizada na América do Sul. "No G20 mais ao Sul que já se organizou, os convido para dar uma mensagem clara ao mundo, de que aqui juntos podemos dar um horizonte de desenvolvimento, unidos na diversidade."

 

Trump e Theresa May

No primeiro dia da cúpula, destacaram-se as reuniões de Macri com o presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-ministra britânica, Theresa May.

Na Casa Rosada, Trump elogiou o presidente da Argentina, sobre quem disse "conhecer muito". "Fiz negócios com sua família, com seu pai, excelente e muito bom amigo meu", disse, segundo o "Clarín". O pai de Macri, Francisco, foi um dos empresários mais ricos do país.

Brics

Também nesta sexta-feira, os líderes dos Brics - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - se reuniram e condenaram o protecionismo no comércio mundial.

O presidente chinês, Xi Jinping, e os demais líderes dos Brics divulgaram uma declaração pedindo o livre-comércio internacional e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC).

"O espírito e as regras da OMC vão contra medidas unilaterais e protecionistas", disseram eles. “Pedimos a todos os integrantes (do G20) que...mantenham seus compromissos assumidos na OMC."

EUA, Canadá e México

O presidente dos EUA, Donald Trump, também aproveitou o primeiro dia do G20 2 anunciou a oficialização da renovação do acordo comercial entre os EUA, México e Canadá, que substitui o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), e agora passa a se chamar Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, na sigla em inglês), ou T-MEC, em espanhol.




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