segunda, 17 de dezembro de 2018


Dom, 02 de Dezembro de 2018 13:55

COP 24: veja o que está em jogo na conferência do clima da ONU aberta neste domingo na Polônia


Evento, em Katowice, na Polônia, vai até 14 de dezembro. Principais debates envolvem relatório do IPCC sobre o aquecimento global e cumprimento do Acordo de Paris.

A partir deste domingo (2), começam em Katowice, na Polônia, as negociações anuais da ONU sobre o clima. Neste ano, a principal tarefa da COP 24 será estabelecer o “livro de regras” do Acordo de Paris, ratificado em 2015. Naquele ano, 195 países se comprometeram a limitar o aquecimento da Terra a até 2ºC até o fim do século.

O “livro de regras” deve definir como, especificamente, essa meta deverá ser alcançada. É possível, no entanto, que ele também não seja decidido neste ano — assim como não foi no ano passado. A intenção é que o que ficou estabelecido em 2015 entre em vigor a partir de 2020.

 

A tarefa, no entanto, não é fácil. Ainda que o acordo estabelecido em 2015 aponte 2ºC como um aquecimento máximo, o ideal, segundo cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), é que a Terra não esquente mais do 1,5ºC até o fim do século. A entrega do relatório do IPCC também deve ser um dos principais pontos da COP 24.

Além do compromisso de minimizar o aquecimento terrestre, o Acordo de Paris também reiterou o combinado de que os países ricos deveriam investir 100 bilhões de dólares por ano até 2020 para atender às necessidades dos países em desenvolvimento.

 

Por último, todos os países também se comprometeram a enviar, a cada cinco anos, as chamadas “contribuições nacionais” — o quanto cada um poderia contribuir para atingir os objetivos do Acordo. Ao contrário do Protocolo de Kyoto, o Acordo de Paris não estabeleceu metas para cada país: cada um decidiu, por si, quais compromissos deveria assumir.

Para especialistas ouvidos pelo G1, os três principais pontos a serem debatidos na COP 24 são:

  • O “livro de regras” do Acordo de Paris, ainda não estabelecido.
  • Como os países ricos deverão ajudar os mais pobres a se adaptarem às mudanças climáticas, investindo 100 bilhões de dólares anualmente até 2020.
  • O relatório 1.5 do IPCC, que estabeleceu que os esforços devem se concentrar para que a Terra não esquente mais do que 1,5ºC até o fim do século.

O 'livro de regras'

O objetivo do chamado “livro de regras” é dar transparência sobre como as regras do Acordo de Paris serão cumpridas, explica Délcio Rodrigues, diretor do Instituto ClimaInfo.

“É basicamente dizer como é que cada país vai dizer que já cumpriu o compromisso — explicar a transparência do processo, como os outros vão acreditar no que você está dizendo. Como são compromissos nacionais, não é fácil fazer uma regra comum, que dê transparência, credibilidade”, avalia Rodrigues.

Para Tasso Azevedo, do Observatório do Clima, existem três principais pontos que precisam ser estabelecidos no “livro de regras”:

  • de que forma os países vão comunicar aos outros o andamento dos compromissos que foram assumidos individualmente;
  • como revisar as metas assumidas por cada um, que devem ser refeitas a cada cinco anos e, de preferência, aumentadas.
  • o que deve ser feito no relatório final, de todos os países. Por isso, segundo Azevedo, é necessário haver uma padronização de como reportar os avanços — para que possam ser comparados. (Das agências internacionais)



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