quinta, 17 de janeiro de 2019


Sáb, 15 de Dezembro de 2018 14:57

Novo filme do diretor de 'Gravidade' chega à Netflix com status de obra-prima

(Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação)


Depois de ter ganhado o Oscar de melhor diretor por ‘Gravidade’, o mexicano Alfonso Cuarón decidiu fincar o pé em suas raízes no projeto seguinte. ‘Roma’, disponível no catálogo da Netflix a partir desta sexta-feira (14), é um álbum de suas memórias da infância, reconstituídas em forma de cinema. O filme foi premiado no Festival de Veneza e tem entrado em diversas listas de melhores do ano, o que deve se traduzir em indicações ao próximo Oscar.

O lançamento do longa direto na plataforma de streaming, com exceção de algumas exibições especiais e participações em festivais (como a Mostra Internacional de São Paulo, em outubro), reacende o debate sobre o melhor formato de se assistir a um filme.

Isso porque ‘Roma’ tem uma riqueza de detalhes tão grande, com enquadramentos onde o que acontece no fundo é tão essencial para a atmosfera quanto o que está em primeiro plano, que merece ser visto na maior tela possível. Por outro lado, é inegável que, por estar na Netflix, muito mais gente vai ter acesso à esta que vem sendo chamada de “obra-prima”, entre outros inúmeros elogios.

O roteiro não é daqueles convencionais, com reviravoltas, superação de obstáculos e uma lição a ser aprendida no final. Cuarón (que além de dirigir, escrever e produzir, também editou e fez a fotografia do filme) apenas acompanha o cotidiano de uma família de classe média dos anos 70 na Cidade do México, com foco especial na rotina de uma das empregadas, Cleo (Yalitza Aparicio).

É o suficiente para sucitar reflexões sobre classe (a relação entre patrões e empregada), machismo (a solidão das mulheres perante atos dos homens) e política (a cena de um protesto é um dos momentos mais tensos).

Além das questões humanas, ‘Roma’ (nome escolhido não apenas por ser o bairro onde a história se passa, mas também por ser a palavra “amor” ao contrário) dá destaque às forças da natureza e sua presença muitas vezes ameaçadora. Há um incêndio que consome parte de uma luxuosa propriedade rural, e uma passagem angustiante no meio do mar, lembretes que a lei humana está sujeita a uma presença maior.

Ao final da sessão, fica a certeza que todos os adjetivos positivos que a produção vem ganhando são para lá de merecidos. (Por Diego Olivares, no Yahoo)




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