Qua, 02 de Janeiro de 2019 10:28

Secretário de Estado dos EUA diz que país partilha com Brasil desejo de que a Venezuela volte à democracia

Pompeo, à esq. Pompeo, à esq.


Ernesto Araújo e Mike Pompeo se reuniram no Itamaraty. Antes, Araújo recebeu o ministro das Relações Exteriores de Angola.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse nesta quarta-feira (2), após reunião com o novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que EUA e Brasil compartilham um "profundo desejo" de retorno da Venezuela à democracia.

A Venezuela vive uma crise social, política e econômica. O governo do presidente Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez, é considerado anti-democrático por membros da comunidade internacional, como Brasil e Estados Unidos. Sob esse argumento, o governo de Jair Bolsonaro não convidou Maduro para a cerimônia de posse do novo presidente.

Pompeo e Araújo se reuniram no Palácio do Itamaraty. A conversa entre os dois começou por volta de 8h45 e durou meia-hora. Depois, fizeram uma declaração à imprensa.

" Nós tivemos a chance hoje também de falar sobre as ameaças que emanam da Venezuela, e sobre nosso profundo desejo de trazer a democracia de volta para o povo da Venezuela", afirmou Pompeo, que nesta terça-feira (1º) assistiu à posse de Bolsonaro. .

"Nós conversamos sobre Cuba, Venezuela, Nicarágua. Esses são lugares onde as pessoas não têm a oportunidade de expressar seus pontos de vista, de falar o que pensam. Esses são o tipo de coisas sobre as quais nós pretendemos trabalhar juntos", completou o secretário de Estado.

Pompeo declarou ainda que Brasil e Estados Unidos "compartilham valores como democracia, e isso não acontece em muitos países".

Em sua fala, Araújo disse que teve uma "excelente conversa sobre como construir uma parceria mais intensa e muito mais elevada com os Estados Unidos".

O ministro afirmou ainda que trocou com Pompeo ideias sobre valores que os dois países compartilham.

"Trocamos ideias sobre nossa ideia de mundo, sobre trabalhar juntos pelo bem e por uma ordem internacional diferente, que corresponda aos valores dos nossos povos", afirmou.

Segundo Araújo, o Brasil está "se realinhando consigo mesmo", e a política externa, de acordo com ele, segue o mesmo caminho. "Nossa política externa está se realinhando com o povo brasileiro."




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