quinta, 17 de janeiro de 2019


Sáb, 05 de Janeiro de 2019 14:12

GANHOU, MAS PODE NÃO LEVAR: Parlamento venezuelano vai declarar ilegítimo novo mandato de Maduro

Coisa preto para o ditador bolivariano Coisa preto para o ditador bolivariano


Assembleia Nacional deve rotular Maduro de "usurpador". Na sexta-feira, grupo de Lima disse que não vai reconhecer governo venezuelano.

O Parlamento venezuelano, controlado pela oposição, vai declarar neste sábado (5) ilegítimo o novo mandato de Nicolás Maduro, que começará na próxima quinta-feira (10), uma decisão simbólica que pode dividir ainda mais os opositores.

A Assembleia Nacional vai rotular Maduro de "usurpador" um dia depois de o Grupo de Lima, apoiado pelos Estados Unidos, ter pedido ao presidente que não tome posse e ceda poder ao Legislativo até que eleições livres sejam realizadas.

Caracas acusou o Canadá e os 12 países latino-americanos que fizeram o pedido de "encorajar um golpe de Estado" por instruções de Washington.

O governo de esquerda do México não assinou a declaração, que desconhece a legitimidade do novo mandato presidencial de Maduro (2019-2025).

"Estamos diante de um homem que roubou uma eleição (...) teremos um usurpador. Não podemos reconhecer Maduro como presidente", disse à AFP a deputada Delsa Solorzano.

Maduro, de 56 anos, foi reeleito no dia 20 de maio em eleições antecipadas convocadas pela Assembleia Constituinte, órgão oficial de poder absoluto que na prática substituiu o Legislativo, única entidade controlada pela oposição.

Denunciando uma "fraude" para perpetuar o governante socialista, os principais partidos da oposição boicotaram as eleições, embora suas principais figuras já estivessem inabilitadas ou presas.

Apenas um rival de peso, o dissidente chavista Henri Falcón, desafiou Maduro, aprofundando as divisões entre os opositores.

A decisão do Parlamento de não reconhecer Maduro não terá efeito, porque suas decisões são derrubadas pelo Supremo Tribunal - alinhado ao oficialismo.

"Nada sairá da Assembleia que possa ter impacto", disse à AFP Peter Hakim, do Diálogo Interamericano.

Em janeiro de 2017, o bloco opositor declarou Maduro no abandono de seus deveres, culpando-o pela grave crise econômica que causou o êxodo de 2,3 milhões de pessoas desde 2015. A medida não avançou.

"Estamos amarrados", admite Solorzano, que culpa os militares por apoiarem o governo.

 




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