Ter, 29 de Janeiro de 2019 23:21

Lava Jato denuncia Beto Richa, filho e contador da família por lavagem de dinheiro


Denúncia trata da compra de um terreno em um condomínio de Curitiba, em 2012; caso envolve esquema de propina em contratos de pedágio, conforme o MPF.

A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), um dos filhos dele, André Richa, e o contador da família, Dirceu Pupo, por lavagem de dinheiro na compra de um terreno em um condomínio de Curitiba, em 2012.

Esta é a segunda denúncia contra Beto Richa apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) envolvendo um esquema de propina em contratos de pedágio. A primeira tratava dos crimes de corrupção passiva e pertencimento a organização criminosa.

Beto e Pupo foram presos preventivamente - por tempo indeterminado - na sexta-feira (25), na deflagração da 58ª fase da Operação Lava Jato. O juiz justificou a prisão alegando que Richa e o contador da família tentaram influenciar os depoimentos de testemunhas da investigação.

Os procuradores afirmam, na segunda denúncia contra o ex-governador, que um dos destinos de parte da corrupção recebida por ele era a incorporação do dinheiro, de forma dissimulada, ao patrimônio de familiares com atos de lavagem de dinheiro na aquisição de imóveis em nome da Ocaporã Administradora de Bens.

A empresa pertence formalmente à ex-primeira dama Fernanda Richa e a dois filhos do ex-governador, André e Marcello Richa. Dirceu Pupo atuava como administrador, conforme o MPF.

Segundo os procuradores, no primeiro depoimento prestado por André, ele disse que a principal pessoa da família com quem o contador trataria sobre decisões estratégicas de compra e venda de imóveis seria com o pai dele - embora Beto não esteja no quadro societário da Ocaporã.

De acordo com o MPF, o gerente comercial de uma empresa que vendeu um terreno em Curitiba para a família Richa contou em depoimento que parte do pagamento foi em dinheiro vivo.

Segundo ele, ficou acordado que o negócio seria fechado mediante pagamento de dois lotes e entrega de mais R$ 930 mil em espécie por André.

Também em depoimento, o dono da incorporadora de imóveis confirmou que recebeu os valores em espécie de Dirceu Pupo, no escritório da empresa, e que o dinheiro estava em uma caixa de papelão, conforme os procuradores.

O empresário apresentou aos investigadores uma planilha criada na época da transação, que mostra os valores envolvidos no negócio.

De acordo com ele, o registro "Receita Out" indica os pagamentos feitos por fora. Ao lado, há uma anotação: "R$ 930 mil Richa". (Do G1 e RPC)




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