segunda, 18 de fevereiro de 2019


Seg, 11 de Fevereiro de 2019 10:01

Do hospital, Bolsonaro cobra à PF que indique quem mandou matá-lo em campanha


Na cama do hospital, o presidente Jair Bolsonaro cobrou neste domingo (10) que a Polícia Federal solucione o atentado que sofreu durante a campanha eleitoral, em 6 de setembro de 2018. O presidente tratou o caso como um ato terrorista que não pode ficar impune.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente lembrou da antiga filiação ao PSOL de Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada que atingiu seu abdome durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). E cobrou uma solução para o caso, com dados concretos.

“Espero a nossa querida Polícia Federal, a Polícia que nos orgulha a todos, que tenha uma solução para o nosso caso nas próximas semanas. Esse crime, essa tentativa de homicídio, esse ato terrorista, praticado por um ex-integrante do PSOL, não pode ficar impune. E nós queremos, sim, e gostaríamos que a PF indicasse – obviamente com dados concretos – quem foi ou quem foram os responsáveis por determinar que o Adélio praticasse aquele crime”, cobrou o presidente.

As declarações foram dadas depois de Bolsonaro comentar sobre sua recuperação da cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal e retirada de uma bolsa de colostomia, realizada no dia 28 de janeiro, no Hospital Albert Einstei. Ocasião em que o presidente admitiu que maioria dos brasileiros não têm acesso ao tratamento que está tendo, e prometeu que tudo fará para o Sistema Único da Saúde (SUS) melhorar.

Conclusões até o momento

Em dezembro, o delegado da Polícia Federal responsável pela investigação do atentado contra o presidente eleito, Rodrigo Morais Fernandes, diz que sua investigação é técnica e está sendo acompanhada pelos próprios advogados do presidente eleito.

Segundo o inquérito concluído da Polícia Federal de Minas Gerais, no dia do crime, Adelio agiu sozinho. Pessoas que estiveram próximas fisicamente dele no dia do crime foram interrogadas e tiveram celulares e computadores periciados. Em conjunto com imagens do momento do atentado, a PF concluiu que estas pessoas não tinham qualquer relação com o crime e com o autor da facada.

Com base na investigação da PF, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Adelio no dia 2 de outubro pelo crime de “atentado pessoal por inconformismo político”, descrito no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional. Isso porque o agressor disse que o que o motivou a cometer o atentado foi sua discordância das posições políticas de Bolsonaro.

O juiz federal Bruno Savino, da 3ª Vara de Juiz de Fora recebeu denúncia oferecida pelo MPF e tornou Adelio único réu no dia 4 de outubro. No dia 12 de outubro, Savino pediu que a sanidade mental de Adelio fosse avaliada.
Desde o dia do atentado, ele está preso preventivamente, atualmente na penitenciária federal de Campo Grande (MS).




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