segunda, 14 de outubro de 2019


Sex, 22 de Fevereiro de 2019 11:58

Governador diz que fechamento da fronteira prejudica escoamento da safra

Denarium, governador de RR Denarium, governador de RR


 O governador de Roraima, Antonio Denarium (PSL), demonstrou nesta quinta-feira (21) preocupação em torno das exportações e da safra no Estado caso se confirme o fechamento de fronteira entre Venezuela e Roraima anunciado pelo presidente do país vizinho, Nicolás Maduro.

Denarium lembrou que o Estado é importador de calcário e fertilizante da Venezuela. Se a fronteira for fechada, o abastecimento será afetado, o que pode atrapalhar o próximo plantio, que se inicia nos meses de maio e junho, disse o político.

O governador também observou que Roraima é um exportador de alimentos para o país venezuelano. "Isso também pode comprometer o faturamento das empresas de Roraima, e até o fechamento de algumas empresas. Estamos torcendo para que a Venezuela e o Brasil encontrem um caminho harmônico", afirmou Denarium a jornalistas após audiência no Supremo Tribunal Federal (STF).

Combustível
O fornecimento de combustível e energia também deixa as autoridades apreensivas. Denarium lembrou que, em função da gasolina na Venezuela ser muito barata, nem há postos de combustível em Pacaraima, cidade que faz fronteira com Venezuela. "Se por acaso for fechada a fronteira, pode ter problemas de abastecimento", disse.

Sobre a energia elétrica, o governador destacou que Roraima é o único Estado do Brasil que não está interligado ao sistema nacional de energia elétrica. "Nós temos 50% da energia vindo da Venezuela, outros 50% por termoelétrica, por óleo diesel", afirmou Denarium, segundo quem, se houver cortes na transmissão, não haverá energia suficiente para abastecer Roraima.

"Se houver um corte de energia da Venezuela, nós não temos energia suficiente para atender o estado de RR. Aí será obrigatório os racionamentos diários de energia elétrica, porque não temos energia em quantidade", afirmou. Segundo ele, houve uma reunião no Ministério de Minas e Energia em que se discutiu a contratação de "energia suficiente" para o caso de haver corte no fornecimento. (Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura/Broadcast Estadão)




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