segunda, 14 de outubro de 2019


Dom, 24 de Fevereiro de 2019 13:00

COMEÇO DA DEBANDADA? Militares venezuelanos desertam pela fronteira com o Brasil; 80% das Forças Armadas rejeitam Maduro


Dois militares da Guarda Nacional Bolivariana desertaram pela fronteira da Venezuela com o Brasil. São dois sargentos, que chegaram na noite de sábado (23) e estão alojados no abrigo para refugiados de Pacaraima, disse o coronel do Exército brasileiro Georges Feres Kanaan neste domingo (24).

Os dois sargentos são os primeiros militares venezuelanos a desertar do regime de Nicolás Maduro pela fronteira brasileira. Também no sábado, mais de 60 abandonaram o próprio país para a Colômbia, em uma dia de confrontos entre apoiadores do presidente venezuelano e opositores.

“Estamos aqui no posto de triagem da Operação Acolhida e ontem à noite dois militares da guarda nacional venezuelana se apresentaram como refugiados”, disse Kanaan, que é coordenador-adjunto da Operação Acolhida, voltada a receber os venezuelanos que deixam o país vizinho em direção ao Brasil.

Segundo Kanaan, os dois militares estavam uniformizados e entraram no Brasil a pé, por um local não identificado, e pediram refúgio. "Nossa preocupação foi o acolhimento, para eles sentirem que estão sendo acolhidos. O tratamento dado a eles é como para qualquer outro solicitante de refúgio”, disse.

Os dois militares, que estavam desarmados, disseram a autoridades brasileiras que decidiram desertar após os confrontos de ontem entre venezuelanos e soldados da guarda nacional na fronteira com o Brasil, e após conflitos em Santa Helena de Uairén, que deixaram 3 mortos segundo um a médica venezuelana.

Os venezuelanos afirmaram às autoridades que outros militares pensam em fugir do pa

80% DAS FORÇAS ARMADAS REJEITAM MADURO

O presidente autodeclarado da Venezuela, Juan Guaidó, o presidente da Colômbia, Iván Duque, e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, deram declarações há pouco à imprensa reunida em Cúcuta, Colômbia, na fronteira com a Venezuela. Guaidó reforçou a importância de mais de 60 militares desertores o reconhecerem como presidente da Venezuela e disse que 80% das forças armadas do país rejeitam Nicolás Maduro. "Os senhores das forças armadas não devem lealdade a quem queima comida na frente de famintos e medicamentos na frente de pacientes. Guardas do exército (venezuelano) que têm mães enfermas e filhos em colégios sem comida, vocês não devem nenhum tipo de lealdade a Maduro", afirmou Guaidó.




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