sábado, 19 de outubro de 2019


Sáb, 30 de Março de 2019 13:53

Preso em nova fase da Quadro Negro é comissionado do Tribunal de Contas

No TCE tem de tudo... No TCE tem de tudo...


Identificado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) como intermediário de Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador Beto Richa, Pablo Augusto Granemann foi preso na manhã desta sexta-feira (29), em Curitiba, na 5ª fase da Operação Quadro, que apura desvio de mais de R$ 20 milhões que deveriam ser usados na construção de escolas estaduais do Paraná.

Na época dos fatos investigados, entre 2011 e 2014, Granemann teria trabalhado como motorista de Luiz Abi. Atualmente, ele tem um cargo comissionado no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE), lotado no gabinete do conselheiro Fernando Guimarães. Em nota, o TC afirma que a prisão não tem qualquer relação com o cargo ocupado pelo investigado. "Sua prisão não tem qualquer envolvimento com o TC, sendo por fato anterior à sua nomeação no órgão, onde executa tarefas administrativas internas no gabinete do citado conselheiro", diz a nota.

De acordo com a acusação, Abi Antoun é um dos operadores financeiros da organização criminosa e usava Granemann para intermediar pagamento de propina. A prisão é temporária. Nesta fase da operação, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-PR também cumpriu um mandado de busca e apreensão em Curitiba. As ordens judiciais foram expedidas pela 9ª Vara Criminal de Curitiba, comandada pelo juiz Fernando Fischer.

A Quadro Negro prendeu o ex-governador Beto Richa (PSDB) preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, no último dia 19 de março. Após ter recursos negados pelo Tribunal de Justiça do Paraná e Superior Tribunal de Justiça, Richa permanece detido em uma sala especial no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A defesa do tucano afirma que a prisão não traz qualquer fundamento e que é referente a fatos antigos, cujos esclarecimentos já foram feitos.

O ex-governador é apontado pelo MP-PR como chefe da organização criminosa e principal beneficiado com o esquema de recebimento de propinas pagas pelas empresas responsáveis pela execução das obras nas escolas estaduais.

Beto Richa, Luiz Abi Antoun e outras quatro pessoas são réus pela Quadro Negro. O tucano responde pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e prorrogação indevida de contrato de licitação.

Granemann foi citado na denúncia do MP-PR. A denúncia transformou o ex-governador em réu, mas Granemann não foi denunciado e, portanto, ainda não virou réu no processo. (Bem Paraná)




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