terça, 15 de outubro de 2019


Qua, 03 de Abril de 2019 22:18

Governo gasta dez vezes mais com Previdência que com educação, diz Guedes


Na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, ministro da Economia defendeu a reforma e disse que Previdência está condenada. Audiência de mais de 6 horas terminou com tumulto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (3), durante audiência pública que terminou em tumulto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que o governo gastou no ano passado dez vezes mais com a Previdência Social – que ele classificou como o "passado" – do que com Educação – o "futuro", na visão dele.

Guedes compareceu à CCJ para prestar esclarecimentos aos deputados sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência. Os destaques da audiência, que durou mais de seis horas e terminou em tumulto, foram:

  • momentos de tensão – primeiro, quando Guedes foi confrontado por parlamentares da oposição e respondeu; depois, no fim da audiência, quando o ministro bateu boca com deputado Zeca Dirceu (PT-BR).
  • a defesa da reforma diante de um modelo que custou, segundo o ministro, R$ 700 bilhões no ano passado – ou dez vezes mais que a despesa em educação no período, citou.
  • a observação de que o sistema está "financeiramente condenadoantes de a população envelhecer".
  • o uso do termo "perverso" para se referir ao sistema previdenciário – o ministro disse que o modelo atual prevê o desemprego para financiar a aposentadoria de idosos.
  • o plano de cobrar dos grandes devedores; de acordo com Guedes, os principais devedores da Previdência" são "36, 37", que somam mais de R$ 300 bilhões em dívidas.
  • a mudança do Benefício de Prestação Continuada (BCP), uma das mais criticadas no texto da reforma. Guedes disse na audiência que os parlamentares podem alterar o texto.
  • um elogio feito pelo ministro ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Mereceu ganhar uma eleição, duas eleições... Soube trabalhar. Com pouco dinheiro, melhor a vida de muitos brasileiros".

A audiência estava prevista para a semana passada, mas foi adiada. Guedes desistiu de comparecer na ocasião porque ainda não havia definição de um relator para a PEC e porque havia a possibilidade de ficar exposto a críticas de oposicionistas.





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