Qui, 04 de Abril de 2019 18:06

A chibata que ‘chibateou’ a Capitã Marvel

 


 A Capitã Marvel pode até ter passado a marca de US$ 1 bilhão de dólares nas bilheterias mundiais e ser considerada a principal arma dos Vingadores para derrotar Thanos. Mas ela não foi páreo para o diretor Halder Gomes e seu ‘Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral‘, que registrou na estreia no Ceará, terra natal da produção, maior venda de ingressos do que o longa de ação estrelado por Brie Larson.

Após o bem-sucedido lançamento no Nordeste, a comédia chega nesta quinta-feira (4) aos cinemas do Norte e Sudeste brasileiros.

Receba no seu Whatsapp as novidades sobre o mundo dos famosos (e muito mais)"> “É algo raro no mundo inteiro”, comemora o cineasta, ao falar da performance de sua obra, em entrevista exclusiva ao Yahoo!. “A ocupação dos filmes norte-americanos nas salas, exceto na França e em outros países que têm uma dose maior de protecionismo, é muito grande.”

“Você está lutando com filme que às vezes gastam mais de US$ 100 milhões para a produção, e que gastam esse mesmo valor no lançamento, e você tem que fazer uma performance igual a deles para se manter no circuito”, compara. “Na teoria é uma disputa já perdida, mas a gente acaba tendo que pensar em estratégias alternativas para competir.”

A estratégia de Gomes inclui desde reuniões com os gerentes das redes de cinema para negociar as sessões nas quais o trailer do filme será exibido até, com o longa já em cartaz, marcar presença antes das exibições para agradecer ao público que compareceu. “Se eu não fizer isso, sou engolido”, justifica. O resultado tem acompanhado toda a obra do diretor, que inclui o primeiro ‘Cine Holliúdy’ (2012), ‘O Shaolin do Sertão’ (2016) e ‘Os Parças’ (2017), todos com resultados expressivos no Ceará.

Na verdade, o fenômeno começou em 2004, quando seu curta ‘Cine Holiúdy: O Astista Contra o Cabra do Mal’ (escrito assim mesmo, “astita”) virou a sensação das videolocadoras locais. O segredo é sempre o mesmo: a habilidade do cineasta em reproduzir e homenagear as peculiaridades do povo nordesino, mais especificamente o cearense, que na imensa maioria das vezes é retratado de forma estereotipado no audiovisual nacional.

“Isso se deve muito a um sentimento de pertencimento”, avalia Gomes. “O nordestino, e o cearense em especial, vê ali nesse filme, de forma inconsciente ou consciente, um momento de resguardo da soberania cultural. Ele estabelece um limite até onde deve ser essa invasão desses filmes americanos em relação ao que é a nossa cultura. O público vê ali um herói que com quem tem muito mais identificação do que com aquele cara que coloca a cueca em cima das calças, veste uma capa colorida e se mascara.”




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