quinta, 12 de dezembro de 2019


Ter, 23 de Abril de 2019 18:45

OPERAÇÃO RADIO PATRULHA: PROCESSO É RETOMADO NA JUSTIÇA


Trancada desde 31 de janeiro por decisão do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ação-penal referente à Operação Rádio Patrulha voltou a tramitar na 13ª Vara Criminal de Curitiba. A retomada do processo foi determinada hoje (23) pela Sexta Turma do STJ. A informação foi noticiada pelo jornalista Celso Nascimento, no blog Contraponto.

O trancamento da ação foi requerida no início do ano pelos advogados do ex-governador Beto Richa (PSDB), que alegavam cerceamento de defesa por não terem tido acesso prévio a depoimentos e perícias documentais às vésperas de o juiz Fernando Bardelli Fischer dar início a uma maratona de interrogatórios que havia marcado para se iniciar em 4 de fevereiro. Estavam agendadas 62 audiências de oitiva de acusados e testemunhas, que se estenderiam até o início de março. A primeira delas previa a acareação de duas figuras-chave do processo – Beto Richa e o delator Toni Garcia.

Desencadeada no ano passado pelo Grupo de Atualção Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR), a Operação Rádio Patrulha acusa 15 pessoas, entre agentes públicos e empresários, de envolvimento num esquema de geração de propinas por meio de contratos supostamente fraudulentos entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e empresas de locação de máquinas para o programa Patrulhas do Campo, lançado no início do primeiro mandato de Beto Richa, e que se destinava à conservação de rodovias rurais. Entre os envolvidos estão o ex-governador, seu irmão, o ex-secretário de Infraestrutura de Logística Pepe Richa, os ex-secretários Deonilson Roldo e Ezequias Moreira, o ex-diretor do DER Nelson Leal, o empresário Jorge Atherino e o primo-distante Luiz Abi Antoun.




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