quarta, 20 de novembro de 2019


Sáb, 18 de Maio de 2019 21:12

Passivo trabalhista elevado e má gestão ameaçam sobrevivência da Gazeta do Povo, diz editorial do Paraná Portal

Guilherme e Ana Amélia Pereira, atuais gestores (Foto: Impacto Paraná) Guilherme e Ana Amélia Pereira, atuais gestores (Foto: Impacto Paraná)


Com 303 certidões positivas de ações trabalhistas do primeiro grau, registradas no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região – PR, o Grupo GRPCOM, que administra as empresas Editora Gazeta do Povo, Editora o Estado do Paraná e Sociedade Rádio Emissora Paranaense (TV Canal 12), contabiliza mais um rombo superior a R$ 100 milhões só em trabalhistas em aberto.
Este volume de ações e passivo deverá resultar na demissão de mais de 80 pessoas, segundo fontes do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Paraná, o que aumentaria ainda mais a dívida do Grupo de Comunicação que vem amargando prejuízos desde 2010 e já teve que se desfazer de sete empresas da área jornalística.

A informação de novas demissões do jornal eletrônico Gazeta do Povo, hoje com mais de 200 colaboradores – a empresa já teve perto de 900 quando ainda mantinha a edição impressa – deverá provocar um desastre no Grupo GRPCOM, administrado pelos irmãos Ana Amélia e Guilherme Cunha Pereira.

A decadência do império do maior grupo de comunicação no Paraná começou em 2015, quando o empresário Mariano Lemanski vendeu sua parte (50% das ações) na sociedade da Editora Gazeta do Povo para os irmãos Cunha Pereira por simbólicos R$ 1, o que causou surpresa no mercado.
Agora mais uma polêmica envolve a gestão dos irmãos Cunha Pereira. A saída da Gazeta do Povo do prédio na Praça Carlos Gomes 4, de propriedade da família Lemanski, para uma nova sede na rua Victor Ferreira do Amaral, 306, no Tarumã, alugada por R$ 250 mil por mês, teria mexido com os ânimos dos sócios.

O que também chama a atenção em relação às atividades do grupo é que desde 2015 não publica balanço da Editora Gazeta do Povo, descumprindo lei que determina que o balanço patrimonial deve ser tornado público. Por que razões a editora não publica o seu patrimônio? É a pergunta que se faz nos meios empresariais de Curitiba.



Na esteira da transação da Gazeta do Povo por R$ 1 vieram a sucumbir outras empresas do grupo, a começar pela própria Gazeta do Povo, um dos mais tradicionais jornais do Estado do Paraná, com 100 anos de atividades. Lemanski vendeu sua parte através da Lemanski Participações depois de ter, supostamente, dado um prazo de três anos para que a empresa reduzisse os prejuízos mensais que somavam perto de R$ 1,5 milhão por mês.

Foi no balanço de 2015 que acendeu sinal vermelho para o sócio- proprietário: prejuízo de R$ 44,790 milhões o que levou a contabilizar um Patrimônio Líquido negativo de R$ 41,303 milhões. Esses sucessivos prejuízos agravaram a descapitalização da empresa.

Nos sucessivos erros de má gestão empresarial, o império deixado pelo jornalista Francisco Cunha Pereira Filho quase foi à lona e a toalha só não foi jogada graças à força da Emissora Rede Globo que segura a RPCTV.

A compra do jornal Tribuna do Paraná também teria sido um fracasso do ponto de vista econômico ao ponto de os irmãos Cunha Pereira anunciarem possível fechamento ainda para este ano. O mesmo aconteceu com o Jornal de Londrina que sucumbiu e há rumores de que esse empreendimento teria sido pago pelo erário municipal, conforme denunciou à época, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná.

Como nas previsões sacramentadas pelo jornalista Aroldo Murá quando observou, em artigo publicado em seu blog, em desagravo ao também jornalista Celso Nascimento, que as decisões na Gazeta do Povo, pós Francisco Cunha Pereira Filho “vem carregada de inexperiência e teimosa solidão e não importa que, para isso, tenha que fechar sete empresas jornalísticas, como já ocorreu no grupo. A realidade que foi muito além de mera gestão empresarial”. (Editorial do Paraná Portal)




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