domingo, 22 de setembro de 2019


Sex, 24 de Maio de 2019 18:53

Copel vai investir R$ 474 milhões no sistema de energia no Oeste do Paraná

A Copel vai aplicar R$ 474 milhões no Oeste do Paraná nos próximos três anos para fortalecer o sistema elétrico na região e garantir suporte à produção agropecuária. O montante faz parte do maior plano de investimentos da história da Copel em distribuição. Até 2021, a companhia vai aplicar R$ 1,77 bilhão em melhorias e ampliações em todo o Paraná, sendo R$ 836 milhões já em 2019.

 

Os investimentos foram anunciados pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, e o diretor de Distribuição da companhia, Maximiliano Andres Orfali, nesta sexta-feira (24), durante reunião com prefeitos da região, na sede da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop).

O governador também se reuniu com cerca de 1,1 mil produtores rurais em Cafelândia, onde as ações foram detalhadas. “Esse será um grande investimento da Copel nesta região, mais que a metade do montante previsto para este ano para todo o Estado”, disse o governador.

“Vamos corrigir um problema histórico do Oeste, região de grande produção agropecuária, com destaque em frangos e suínos. A energia é fator básico para a cadeia de produção evoluir. O investimento vai ajudar a sustentar a economia da região”, enfatizou o governador. Ao todo, quase 622 mil moradores serão beneficiados.

A Copel quer garantir o suporte necessário ao setor produtivo, reforçou o presidente da empresa. “O Oeste do Paraná cresceu mais do que a média do Estado. Nossa prioridade, agora, é recuperar o tempo perdido e dar condições para os agricultores, industriais e comerciantes crescerem", enfatizou Slaviero.

Segundo ele, a Copel vem focando os investimentos no segmento de distribuição. “Isso quer dizer que haverá melhoria com a mudança de rede monofásica para trifásica, instalação de quatro novas subestações de energia, mais de 1.100 obras, só nesta região, para que todos os consumidores possam sentir avanços significativos”, afirmou. O investimento inclui, também, equipamentos mais modernos, que fazem religação automática.

FUNDAMENTAL – O anúncio de investimentos da Copel foi destacado pelos prefeitos da região. “É uma demanda de muito tempo, principalmente para essa região, uma que mais crescem no Estado e que alavanca a economia do País como um todo”, afirmou o prefeito de Palotina, Jucenir Leandro Stentzler.

Stentzler mencionou a necessidade de o pequeno produtor evoluir no uso de tecnologia. “Nesta região abatemos quase 600 mil frangos por dia. A produção, desde a criação do pintinho até o crescimento da ave, tem de ser climatizada e isso demanda energia”, disse o prefeito. Ele lembrou que o Oeste vive um momento de expansão da produção de peixe, que também exige energia elétrica para criar condições favoráveis para a cadeia produtiva. As perdas entram na casa dos milhares quando há alguma queda de energia elétrica”, afirmou.

Para Aparecido José Weiller Júnior, prefeito de Jesuítas e presidente da Amop, os investimentos da Copel são essenciais para que a região mantenha o alto desempenho no setor agropecuário. “A pauta do Oeste não pode ser esquecida. Sabemos o tanto que a região contribui para o desenvolvimento e que pode crescer muito mais. Estamos sofrendo há alguns anos com queda de energia, o que ocasiona morte de peixes e frangos, perda de leite, prejuízos aos agricultores e também aos cofres do Estado”, disse ele.

CAFELÂNDIA – Em Cafelândia, no encontro com lideranças da região, o diretor de Distribuição da Copel, Maximiliano Andres Orfali, afirmou que os investimentos estruturantes farão com que a rede do sistema elétrico fique mais forte. “Há também investimentos em automação de redes, novas tecnologias e equipamentos de última geração para que, quando faltar energia, possamos atender mais rapidamente com solução ao problema”, disse ele.

“Uma rede mais forte e robusta e a possibilidade de atender mais rápido quando falta energia melhoram a condição do produtor rural, sua competitividade, diminui os prejuízos. Por isso trabalhamos tão fortemente para trazer recursos para melhorar essa rede”, disse Orfali.

De acordo com o presidente da Copacol, Valter Pitol, os criadores de frango e peixe levam de um a dois anos para recuperar os prejuízos quando perdem lotes por causa das quedas de eletricidade. Segundo ele, se o produtor perde um lote de frango, é preciso fazer mais cinco lotes para pagar o prejuízo. Se perder um lote de peixe, são dois anos perdidos. “Temos certeza que esses investimentos vão se concretizar. Há muitos anos buscamos essas melhorias que o produtor precisa”, disse. “Este anúncio nos dá segurança de que reduziremos muito as perdas que tivemos até hoje, principalmente na produção de frango e peixe”.

O produtor Adelir Delmagro tem quatro barracões de criação de frango e precisa do reforço de geradores a diesel para não ser surpreendido com a queda de energia, o que acaba aumentando os custos de produção. “Energia é um problema muito sério, porque dependemos dela para produzir. Um gerador consome de 10 a 12 litros de diesel por hora. O custo quando falta energia é muito maior com o diesel. E se um gerador der problema ficamos a mercê”, contou.(AEN)




Twitter - Políticos

Jair Bolsonaro


Ratinho Junior


Rafael Greca


Álvaro Dias


Flavio Arns


Professor Oriovisto Guimarães

S5 Box