segunda, 14 de outubro de 2019


Sex, 28 de Junho de 2019 20:56

Troco no governador: Sindicato rebate Ratinho e afirma que números do governo sobre greve são mentirosos


"Não é um luxo nem confrontação, mas uma necessidade pela falta de uma proposta do governo" disse a sindicalista

Após quatro dias da greve dos servidores estaduais, que foi minimizada pelo governador Ratinho, a coordenadora do  Fórum das Entidades Sindicais (FES), Marlei Fernandes, afirmou que a greve será por tempo indeterminado e está crescendo. “É só olhar as fotos e o movimento em vários lugares. Multiplique por 200 esses 4% que foram passados para o governador” disse em entrevista à Banda B na tarde desta sexta-feira (28).

A sindicalista rebateu a afirmação do governador ao dizer que a greve é pequena.”Não é um luxo e nem confrontação, mas uma necessidade pela falta de uma proposta do governo. Várias categorias pararam ontem e outras estão avançando. É muito ruim olhar o movimento como um todo e ver que a afirmação do governador não é verdadeira. A categoria vai ficando indignada quando sabe que a mobilização é justa e possível atender”.

A coordenadora explicou à Banda B que os sindicatos já estavam há seis meses esperando respostas do governo sobre o reajuste salarial e  as mobilizações para a greve iniciaram há 60 dias. “Foram realizadas oito reuniões para ter uma definição política. Fizemos todos os debates e o governo continua com a recusa. O governador precisa entender o movimento e respeitar o direito constitucional e o direito da legislação” disse.

Fernandes avaliou as greves como “positiva” e afirmou que o governo não pode dizer que está tendo prejuízos devido a greve, pois, de acordo com a coordenadora, eles tentaram dialogar várias vezes. “Temos todos os ofícios das reuniões, de todas as tentativas de dialogo. É um direito da classe trabalhadora realizar a greve e o governo não pode fechar as portas. Já dissemos que estamos à disposição do governador para dialogar” esclareceu.

“Não é verdadeiro que vamos quebrar o estado. Não é verdadeiro que o Estado vai ter que aumentar impostos para fazer o reajuste, até por que os impostos são aumentados todos os anos. Essas situações colocadas não são verídicas”, afirmou a coordenadora sobre o posicionamento do governo em relação a negociação do reajuste salarial. Fernandes ainda disse que o governador não cumpriu nenhum dos compromissos que assumiu quando era candidato. “É uma indignação mesmo que tomou conta dos servidores do Paraná” explicou.

A análise de Ratinho Junior foi dada nesta quinta-feira (27) e o governador manteve a posição de apenas retomar as negociações sobre o reajuste salarial com o fim da paralisação. Algumas categorias atenderam aos pedidos do governo, já outros setores defendem a manutenção do movimento conjunto.

Mobilização

Está sendo organizada uma mobilização dos servidores na próxima segunda-feira (1), com início na Praça Santos Andrade e seguindo para o Palácio Iguaçu. A sindicalista disse que mesmo as categorias que não aderiram a greve também estarão no ato.

“O interior também virá, muitos servidores estão se mobilizando para o ato. Será uma grande marcha em Curitiba para mostrar que não somos poucos. A categoria que não aderiu a greve também estará com a gente, pois ela sabe da importância de defender seus direitos” concluiu Fernandes

 




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