segunda, 14 de outubro de 2019


Ter, 02 de Julho de 2019 17:35

Ratinho discrimina categorias do funcionalismo e leve crítica: “Desrespeito”

(Foto: Banda B) (Foto: Banda B)


Categorias esperam que negociação reúna Fórum das Entidades Sindicais

O governador Ratinho Junior (PSD) recebeu, na tarde desta terça-feira (2), as categorias da segurança pública para uma mesa de negociações referente à data-base do funcionalismo. O encontro, segundo o governo, se dá pelo voto de confiança das categorias policiais, que suspenderam mobilizações mesmo com a convocação de greve geral feita pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES). Mas, o encontro não foi bem visto pelas categorias grevistas, que entendem que o encontro é um “desrespeito” por parte do governo do estado.

Secretário de Comunicação da maior entidade de classe do Paraná, a APP-Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues disse que ficou sabendo do encontro pela imprensa e que isso mostra uma falta de isonomia pelo governador Ratinho Junior. “A educação é a categoria com maior número de servidores em greve, mas temos universidades paradas, o pessoal da saúde e outras categoria mobilizadas. É uma atitude lastimável pra quem foi eleito para cumprir a legislação. É muito triste que um governador tente dividir os servidores e tente colocar a população contra os servidores que a atende”, criticou.

Antes mesmo da deflagração de greve, o líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná, Hussein Bakri (PSD), já dizia que com categorias grevistas o governo não negociaria. Após o encontro, ele afirmou que o governo está cumprindo com sua palavra. “O governo tinha colocado que instalaria uma comissão e, a seu tempo, daria uma resposta às categorias e esse momento chegou. O setor de segurança pública não instalou greve e estamos os ouvindo”, disse.

Nesta terça-feira, a greve dos servidores públicos entrou no 7° dia. Um grupo segue concentrado em frente ao Palácio Iguaçu para pressionar e solicitar a reposição da inflação de 4,94%.

Rodrigues afirma que as categorias não estão sendo intransigentes e que a greve só foi deflagrada após meses sem respostas. “Se fossemos intransigentes, teríamos pedido os 17% que estão congelados. Nós só estamos pedindo que o governador apresente uma proposta a todos os servidores e que sente com a FES. Hoje temos uma legislação que não permite que o governo pague uma reposição apenas para a segurança e o projeto precisa contemplar todos os servidores, incluindo os aposentados”, afirmou o dirigente da APP.

Em nome de todos

O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol), Cláudio Marques, afirmou que a cobrança é apenas um direito constitucional de todos os servidores. Ele ainda criticou que apenas as categorias do judiciário (Ministério Público, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça) tenham tido reposições em anos anteriores. “Os servidores do Executivo estão sendo tratados como segunda categoria. Não se avança como sociedade apenas com servidores do poder judiciário. O grupo colocado em segundo plano, renegado e esquecido pelos sucessivos governos, é justamente quem atende os setores mais vulneráveis economicamente da sociedade. Nenhum cidadão sabe onde fica o TCE, nenhum comparece ao MP e o TJ é um sonho inimaginável para milhares e milhares de cidadãos. Mas todo mundo sabe onde fica a delegacia, a escola e a unidade de saúde”, disse.

Antes do encontro com o governador Ratinho Junior, as classes policiais se reuniram com os comandos da Polícia Civil e da Polícia Militar, a portas fechadas, na sede da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).




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