quarta, 16 de outubro de 2019


Qui, 08 de Agosto de 2019 10:52

Gaeco cumpre 17 mandados de busca e apreensão contra empreiteiros em 12 cidades do estado pela Operação Quadro Negro

Obras inacabadas Obras inacabadas


O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpre 17 mandados de busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira (8), contra empresários investigados por envolvimento em irregularidades em obras de reforma e construção de escolas estaduais do Paraná, entre 2011 e 2015.

A ação faz parte da segunda etapa da 6ª fase da Operação Quadro Negro iniciada nesta quarta-feira (7), quando 32 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Nesta quinta-feira, os alvos são cumpridos contra 14 empreiteiros em 12 cidades diferentes do interior do estado: Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Pitanga, Cascavel, Ponta Grossa, Paranavaí, Itaipulância, Pato Branco, Tomazina, Umuarama e Realeza.

Os alvos são empresários que participaram e venceram licitações, e são suspeitos de pagar propina a agentes públicos em troca de vantagens em contratos. A investigação aponta irregularidades em cerca de 50 obras em escolas estaduais.

Ao todo, somando as duas etapas desta fase da Quadro Negro, mais de 40 empresários são investigados.

Esquema

Esta fase da Operação Quadro Negro foi baseada na delação premiada feita pelo ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná Maurício Fanini.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o esquema era chefiado pelo então governador Beto Richa (PSDB) e desviou pelo menos R$ 20 milhões.

Segundo os promotores, um núcleo de operadores ligados a Richa recebia para favorecer empresas contratadas pelo governo. De acordo com a denúncia, em contrapartida, as empresas eram pagas por obras que mal saíram do papel.

Na delação premiada, Fanini afirmou que parte do dinheiro desviado das escolas foi para uso pessoal do ex-governador.

Ao todo, sete processos criminais integram a operação. Beto Richa é réu em três deles, pelos crimes de corrupção passiva, obter vantagem e prorrogação indevida em contrato de licitação, obstrução de justiça e organização criminosa. Ninguém foi condenado. (As informações são do portal G1/PR)




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