quinta, 12 de dezembro de 2019


Qui, 26 de Setembro de 2019 13:27

Com a presença de Marito, Exércitos do Brasil e do Paraguai fazem exercício inédito na Itaipu




Operação vai envolver mais de 250 militares, 30 blindados, seis embarcações

e três helicópteros. Haverá ações simultâneas em diferentes pontos da

usina.



Os  Exércitos  do  Brasil  e  do Paraguai farão um exercício conjunto

inédito  na  usina  hidrelétrica  de  Itaipu,  no próximo dia 3 de outubro,

envolvendo  mais  de  250  militares, 30 blindados, seis embarcações e três

helicópteros.  Haverá  ações  simultâneas  em diferentes pontos da usina, a

partir  das  10h.  O  presidente  do  Paraguai,  Mario Abdo Benítez, deverá

acompanhar  as  atividades,  de acordo com informações confirmadas pelo 34º

Batalhão  de  Infantaria  Mecanizado  (34  BI Mec) com o comando das Forças

Armadas do Paraguai.

A movimentação faz parte da Operação Paraná II, que ocorrerá de 29 de

setembro  a  3  de  outubro  em  Foz  do Iguaçu, Itaipulândia, Medianeira e

Missal.  Trata-se  de  um  exercício  combinado com o objetivo de ampliar a

interoperabilidade  (capacidade  de comunicação), o intercâmbio e a amizade

entre os Exércitos do Brasil e do Paraguai.

Na  Itaipu,  a  ação conjunta terá como ponto de partida uma ocupação

hipotética  da  usina  por forças hostis. As tropas especiais dos Exércitos

brasileiro e paraguaio farão, então, uma operação coordenada para retomar o

controle da usina e expulsar os invasores.

"Esperamos  que  uma  situação  como  essa  nunca  venha a ocorrer na

realidade.  Mas, brasileiros e paraguaios sempre poderão provar que a união

dos  dois  países  e povos está acima de qualquer ameaça, real ou virtual”,

afirmou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

“E o nosso bem maior comum é exatamente a usina de Itaipu, uma conquista de

nossa gente, um legado grandioso que temos que preservar e saber utilizar",

completou.

O  diretor-geral  paraguaio,  Ernst Bergen, destacou a importância da

atividade,  levando  em  conta  a  segurança  da  usina  e  sua localização

estratégica  como  peça  fundamental  de  integração  entre os dois países.

“Apesar  de trabalhamos dia a dia para que Itaipu seja um empreendimento de

pacificação   entre  nossos  povos,  também  trabalhamos  para  contar  com

protocolos   de  contingência  para  fazer  frente  a  eventuais  situações

imprevistas. Por isso é importante estar sempre preparados”, assinalou.



Primeira ação conjunta

As  ações  estão  previstas  nas  margens  do  Rio Paraná, próximo ao

vertedouro,  na  ilha do Canal de Desvio, em vias internas da usina – entre

outros  pontos.  Uma  estrutura será montada no topo da barragem (cota 225)

para que autoridades acompanhem a movimentação.

Será  a  primeira  vez  que  tropas  brasileiras e paraguaias atuarão

conjuntamente,  em  exercício  simulado,  na  defesa  da  usina de Itaipu –

considerada   uma   estrutura   crítica   de  segurança,  responsável  pelo

atendimento  de  15%  da  demanda de energia elétrica do Brasil e de 90% do

Paraguai.

“Poderemos  mostrar  (os  Exércitos  de  Brasil  e  Paraguai) a nossa

capacidade  de,  se  for  necessário,  operarmos  juntos e defendermos esse

patrimônio  importantíssimo  para os dois países”, disse o comandante do 34

BI Mec, com sede em Foz do Iguaçu, tenente-coronel Marcelo Pontes.

O superintendente de Segurança Empresarial de Itaipu, coronel Alfredo

Santos Taranto, lembrou que o Exército brasileiro tem uma longa história de

cooperação  militar  com  o Exército do Paraguai, que começou em 1941 com a

organização de cursos de formação.

De  1942  a 1994, foi constituída a Missão Brasileira de Instrução no

Paraguai,  que  deu  origem  em  1996  à  Cooperação  Militar Brasileira no

Paraguai, ainda em vigor. “Temos laços fortes [com o Exército do Paraguai].

São mais de 75 anos de trabalho conjunto”, afirmou o superintendente.

Em  2017,  na  Operação  Paraná  I,  as operações simuladas conjuntas

ocorreram  no  Oeste do Estado. Os dois Exércitos reuniram uma companhia de

fuzileiros  mecanizada  formada  por  120  homens, em operações ofensivas e

defensivas em municípios da região.



Rotina alterada


O  exercício  militar  na  Itaipu e vai alterar a rotina da empresa e

exigir  de  empregados,  colaboradores  e fornecedores um cuidado especial,

especialmente  nas  vias  internas  da  usina. A pista da cota 225 (topo da

barragem)  será  interditada  de  30  de  setembro  a  4 de outubro, para a

montagem do palanque principal e outras estruturas.

A  movimentação  mais intensa começa no dia 2 de setembro, véspera da

operação,  quando  os  militares farão o reconhecimento do espaço e ensaios

completos.  Equipes  da  Segurança  Empresarial  vão  coordenar o trânsito,

balizamentos e a escolta dos veículos pesados.

No  dia  3 de outubro, data da operação, não haverá passeio turístico

dentro  da  usina  e a circulação de veículos particulares será restrita. A

orientação  é que das 9h45 às 11h30 os empregados não saiam dos escritórios

e  deixem  as  pistas  liberadas.  “Será  preciso  redobrar o cuidado com o

trânsito nesse período”, alertou Taranto.(Imprensa Itaipu)



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