quinta, 17 de outubro de 2019


Qui, 03 de Outubro de 2019 17:53

Equador decreta estado de exceção em meio a atos contra alta dos combustíveis


O presidente do Equador, Lenín Moreno, decretou "estado de exceção" em todo o país, nesta quinta-feira (3), frente aos protestos contra a alta de até 123% no preço dos combustíveis. Com essa decisão, o governo pode enviar militares para atuar nas manifestações.

O aumento foi provocado pelo fim do subsídio estatal aos combustíveis, que existia havia quatro décadas.

"Com o objetivo de precautelar a segurança da população e evitar o caos, determinei o estado de exceção em nível nacional", disse o presidente à imprensa, após liderar uma reunião de gabinete.

Segundo a ministra do Interior, María Romo, 19 pessoas foram presas até o início da tarde por bloquear acessos e outros crimes.

O estado de exceção é, a princípio, válido por 60 dias, podendo ser prorrogado.

No centro histórico de Quito, o comércio foi fechado e um grande aparato policial evita que manifestantes se aproximem do Palacio de Carondelet, sede da presidência equatoriana, onde Lenín Moreno se reuniu com ministros.

Alguns jornalistas dos jornais "El Comercio" e "Expresso" denunciaram terem sido agredidos pela polícia, mesmo se identificando como membros da imprensa. A ministra María Romo pediu desculpas aos profissionais.




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