domingo, 26 de janeiro de 2020


Qui, 10 de Outubro de 2019 20:44

Forças de segurança turcas intensificam ação no norte da Síria; 60 mil deixaram a região

Barbárie turca Barbárie turca


As forças turcas intensificaram ataques aéreos e terrestres no nordeste da Síria, nesta quinta-feira (10), no segundo dia da ofensiva militar contra alvos curdos. Mais de 60 mil pessoas deixaram suas casas em menos de um dia.

Regiões próximas à fronteira com a Turquia, especialmente os setores de Tal Abyad e Ras al Ain, foram bombardeadas pela aviação e artilharia turca. De acordo com a BBC, há relatos nesta quinta-feira de sete mortes de civis. O governo turco fala em mais de 100 mortos desde o início da ofensiva.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que acompanha a guerra na Síria, estima que 60 mil pessoas tenham abandonado suas casas em menos de um dia. Um grande número de moradores das áreas de fronteira de Ras al-Ain, Tal Abyad e Derbasiyeh fugiram de suas casas, principalmente para o leste em direção à cidade de Hasakeh.

O governo turco chama a operação de "Fonte de Paz". Segundo o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, os alvos são a milícia curda Unidades de Proteção do Povo (YPG), acusada de ter vínculo com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e o Estado Islâmico. Forças lideradas pela YPG foram aliadas dos Estados Unidos no combate ao grupo terrorista durante a guerra na Síria.

A retirada das tropas americanas de posições importantes, como Ras al Ain e Tal Abyad, e o compromisso de não se envolver no confronto evidenciam uma mudança de estratégia por parte dos Estados Unidos, que abandona os curdos – os principais aliados de Washington na luta contra o grupo extremista. A ofensiva faz crescer o temor de que o Estado Islâmico volte a ganhar força na região.

O objetivo da ação, segundo Erdogan, é estabelecer uma "zona de segurança" no nordeste da Síria. Turquia pretende criar uma "zona livre" na fronteira com a Síria, onde se concentram as forças curdas. O governo de Erdogan alega que a milícia curda YPG, presente nessa região, atua de forma terrorista e está por trás de ataques em território turco ligados ao PKK.




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