segunda, 11 de novembro de 2019


Dom, 20 de Outubro de 2019 11:52

Vacinação contra sarampo em Curitiba tem números satisfatórios


No Dia D da primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo 2019, o movimento foi tranquilo nas 12 unidades de saúde abertas neste sábado (19/10), das 8h às 17h, em Curitiba.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), foram vacinadas 202 crianças de 6 meses a 5 anos, público-alvo prioritário desta etapa. Outras 990, de 6 anos ou mais, também foram imunizadas.

“Abrir as unidades de saúde no sábado não é só ofertar a vacina contra o sarampo para as crianças, mas possibilitar que os pais retomem o hábito de voltar aos postos para a vacinação dos filhos, mantendo, assim, a boa cobertura vacinal”, disse o diretor de Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira.

Quem não conseguiu levar os filhos aos postos de saúde neste sábado ainda tem até o dia 25 de outubro, mas de segunda a sexta-feira, para imunizar as crianças contra o sarampo em 110 unidades do município.

Muitos pais não estavam com o calendário de imunização em dia. Com isso, eles aproveitaram a ida aos postos de saúde para tomar as vacinas de que precisavam. No total, foram aplicadas 2.876 doses de outras vacinas, além do sarampo, neste sábado (19/10).

O motorista de aplicativo de transporte Rodrigo Vieira levou a filha Iohana, de 4 anos, para tomar a vacina contra o sarampo. A menina chorou um pouco antes de receber a dose, mas o pai ficou aliviado: "Tem que se cuidar, né?". Informado de que o próprio calendário vacinal estava em atraso, ele foi imunizado contra hepatite B e tétano.

Neste sábado (19/10) estiveram abertas as unidades de saúde Bairro Novo e Sambaqui (Sítio Cercado); Barreirinha (Barreirinha) e Bairro Alto (Bairro Alto); Vila Hauer (Hauer); Cajuru (Vila Oficinas); Oswaldo Cruz (CIC); Ouvidor Pardinho (Centro); Fanny-Lindoia (Lindoia); Vila Guaíra (Guaíra); Campina do Siqueira (Campina do Siqueira); e Moradias da Ordem (Tatuquara).

Estratégia

O Ministério da Saúde optou pela campanha “seletiva” contra o sarampo, ou seja, com vacinação direcionada ao público-alvo e que não tivesse sido vacinado anteriormente ou que não estivesse com a situação vacinal em dia, conforme o calendário nacional.

Este calendário prevê que crianças devem ter duas doses da vacina contra o sarampo, feitas após um ano de idade. Além disso, desde o dia 22 de agosto, o Ministério da Saúde também recomendou uma dose extra para bebês entre 6 a 11 meses.

Essa dose promove imunidade temporária, sendo necessário, após um ano, realizar as vacinas previstas no calendário de rotina da criança.

Cobertura alta

Em Curitiba, para crianças de 1 ano de idade, a cobertura é de 101,7% em relação à primeira dose e de 93,6% em relação à segunda dose, segundo dados coletados até o final de setembro. Nos dez anos anteriores, a cobertura ficou entre 93% e 100,4%.

Até 14 de outubro deste ano, foram aplicadas em Curitiba 166.176 doses de vacina contra o sarampo – 68% a mais que em todo ano de 2018 e 2,5 vezes a mais que as doses realizadas em 2017.

A vacina é contraindicada para menores de 6 meses, gestantes, pacientes imunodeprimidos ou com histórico de reação alérgica grave, após dose prévia ou após contato com as substâncias que compõem a vacina. Recomenda-se também um intervalo de 30 dias após a vacina para as mulheres que desejam engravidar.

Segunda etapa

Na segunda etapa da campanha, de 18 a 30 de novembro, o público-alvo será jovens adultos entre 20 a 29 anos. De acordo com o calendário de vacinação do Ministério da Saúde, adolescentes e adultos de até 29 anos devem ter duas doses da vacina contra o sarampo, feitas após um ano de idade. Adultos de 30 a 49 anos devem ter pelo menos uma dose, feita após um ano de idade.

Balanço

Até quinta-feira (17/10), Curitiba registra 123 casos confirmados de sarampo no município neste ano – 43 deles são novos. Do total, 20 são importados (na maior parte, a infecção foi provavelmente contraída no estado de São Paulo). Em 103 casos a transmissão foi secundária - quando uma pessoa com caso importado transmite para outra que não viajou - ou não foi possível determinar a pessoa responsável pela transmissão ou o local em que ocorreu o contágio.




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