Qui, 12 de Dezembro de 2019 17:09

CURITIBA SUSTENTÁVEL - Nova licença ambiental permite forte redução do uso de aterro para lixo e amplia geração de energia limpa

Prefeito Grace exibe o 'atestado' Prefeito Grace exibe o 'atestado'


Curitiba recebeu, na tarde desta quarta-feira (11/12), a autorização ambiental para o aproveitamento energético de rejeitos da reciclagem nos fornos de cimenteiras, como CDR (Combustível Derivado de Resíduo).

A entrega do licenciamento foi feita ao prefeito Rafael Greca pelo secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Marcio Nunes, durante a 44ª Assembleia do Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (Conresol), da qual participaram também 12 prefeitos da região metropolitana e representantes de dez associações de catadores e recicladores da capital.

“É uma reunião histórica”, afirmou Greca.

“Esse licenciamento vai permitir a geração de energia e a produção de cimento na capital e na Região Metropolitana, substituindo o carvão mineral importado e nocivo, o coque, pelo combustível gerado pela nossa população.”

O CDR é um substituto energético do coque de petróleo usado como combustível para a fabricação de cimento. A substituição traz uma série de benefícios: redução das emissões de carbono (que causam o efeito estufa), diminuição de passivos ambientais nos aterros sanitários, economia financeira para o município (que deixa de pagar o custo de aterro) e geração de renda para os catadores e recicladores.

“O horizonte de dez anos aponta que do total de resíduos gerados, 25% vá para o aterro e 75% seja reaproveitado, diminuindo ainda mais ao longo do tempo”, explicou Greca.

A Região Metropolitana de Curitiba produz, diariamente, 2,6 mil toneladas. A melhoria no tratamento de resíduos vem sendo trabalhada desde 2017, com o parte das ações de reforço de ações sustentáveis do município.

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O secretário Marcio Nunes lembrou que o aproveitamento energético dos rejeitos aproxima o Paraná do que há de mais moderno no mundo. “Devemos sempre buscar o mínimo descarte de resíduos e reaproveitar tudo aquilo que é possível”, avaliou.

Segundo a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias, a redução do total de geração de gases de efeito estufa pode chegar a 12% em Curitiba, com o crescimento do uso do CDR.

Cimenteiras

A Votorantim Cimentos, que fica em Rio Branco do Sul e vinha recebendo em fase de testes os rejeitos da separação das associações do Ecocidadão para os testes, passa com a atuar de forma licenciada.

Para o diretor de Coprocessamento da empresa, Edmuno Correa Ramos, o ganho é de todos. “Por um lado, incentivamos a cadeia da reciclagem e evitamos o crescimento dos aterros sanitários; por outro, contribuímos com a agenda do setor de produção de cimento que é de, cada vez mais, reduzir as emissões de gases nocivos ao meio ambiente”, afirmou.

Também estiveram presentes o gerente-geral de Coprocessamento da empresa, Eduardo Bastos da Porciúncula; o gerente Regional Sul-Sudeste de Combustíveis Alternativos e Resíduos, Bruno Marin; e o gerente da fábrica de Rio Branco do Sul, Thomas Rheinegger.

Ecocidadão

A secretária Marilza Dias explica que o material utilizado no CDR vem do rejeito da separação de recicláveis dos barracões do Ecocidadão – o que resta da triagem e que não tem viabilidade para reciclagem e venda.

“Com essa iniciativa passamos a aproveitar o material que sobra da reciclagem e era destinado em aterro sanitário”, disse.

Ao todo, são 400 toneladas por mês de rejeitos que saem dos 40 barracões que fazem parte do programa.

“É uma quantidade grande que não tem serventia para os catadores, mas que pode ser usada pela indústria com segurança e, ainda, diminuir a dependência do aterro sanitário”, completou Marilza.

Protocolo de intenções

O projeto faz parte do compromisso assumido pelas cimenteiras Votorantim, Itambé e Supremo com o Conresol e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O documento foi assinado em agosto do ano passado, durante a 41ª Assembleia Extraordinária do Consórcio.

O Conresol tem como objetivo atender ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos e reduzir o uso de aterros sanitários. Hoje esses resíduos são levados para o aterro de Fazenda Rio Grande.

Orçamento para 2020

Além dos avanços na área de redução do uso do aterro sanitário, uma vez que as associações de catadores de todos os municípios poderão encaminhar seus rejeitos para o coprocessamento, os 12 prefeitos presentes à assembleia aprovaram o orçamento para 2020 e comemoraram a aprovação das contas de 2018, pelo Tribunal de Contas do Estado, sem ressalvas.




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