Sex, 13 de Dezembro de 2019 09:35

'Prévia' do PIB do BC registra alta de 0,17% em outubro


Foi o terceiro mês seguido de alta do indicador. Porém, crescimento foi menor frente a setembro. No ano, alta é de 0,95% e, em doze meses até outubro, expansão de 0,96%.

O nível de atividade da economia brasileira registrou crescimento em outubro. É o que indicam os resultados de outubro do Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Banco Central (BC).

O indicador é considerado uma "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O IBC-Br apresentou uma expansão de 0,17% em outubro, na comparação com o mês anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes).

Na comparação com outubro do ano passado, o índice apresentou crescimento de 2,13%.

Os números do BC mostram que outubro foi o terceiro mês seguido de crescimento da atividade econômica. Porém, a alta apresentou desaceleração na comparação com setembro – quando foi registrado um aumento de 0,48%.

Na parcial do ano, informou o BC, foi registrada uma alta de 0,95% e, em 12 meses até outubro, um crescimento de 0,96% no IBC-Br. Esses valores foram calculados sem ajuste sazonal, pois consideram períodos iguais.

3º trimestre e previsões

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira cresceu 0,6% no 3º trimestre, na comparação com os três meses anteriores.

Segundo economistas ouvidos pelo G1, o PIB deve manter um ritmo de retomada gradual no último trimestre deste ano e ao longo do próximo, mas sem apresentar um crescimento robusto.

O mercado financeiro estimou, na semana passada, uma expansão econômica de 1,10% para este ano e de 2,24% para 2020.

Já o governo federal elevou, em novembro, sua expectativa para o crescimento da economia, em 2019, de 0,85% para 0,9%. Para o BC, o crescimento ficará também em torno de 0,9% neste ano.

PIB e IBC-Br

O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.

O cálculo dos dois têm diferenças – o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

Definição dos juros básicos da economia

O IBC-Br ajuda o Banco Central na definição dos juros básicos da economia. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 4,5% ao ano, na mínima histórica, e a avaliação do mercado é de que o ciclo de corte dos juros está próximo do fim.

Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,75% e 5,75%, sem que a meta seja formalmente descumprida.




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