Sex, 13 de Dezembro de 2019 09:39

Após vitória em eleição, Boris Johnson se encontra com a rainha Elizabeth II

O encontro O encontro


Ele foi até o palácio de Buckingham para cumprir um ritual constitucional após o seu partido ter assegurado o melhor resultado para o Partido Conservador desde eleições de Margaret Thatcher nos anos 1980.

Após vitória arrasadora do Partido Conservador nas eleições gerais, Boris Johnson se encontrou nesta sexta-feira (13) com a rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham, em Londres, para pedir permissão para formar um novo governo. A curta audiência aconteceu cerca de cinco meses depois de o premiê ter chegado ao poder.

Boris Johnson foi até o palácio para cumprir um ritual constitucional após o seu partido ter assegurado o melhor resultado para o Partido Conservador desde eleições de Margaret Thatcher nos anos 1980 e o pior para os Trabalhistas desde a década de 1930.

A expectativa é de que ele tenha mais facilidade para aprovar projeto de retirar o Reino Unido da União Europeia e de cumprir sua promessa de entregar Brexit em 31 de janeiro de 2020.

Para obter a maioria, um partido precisa de 326 assentos. O Partido Conservador conseguiu eleger 364 representantes, enquanto seu principal adversário, o Partido Trabalhista, garantiu 203 cadeiras. (Até o momento, falta apenas uma cadeira a ser preenchida, dos 650 postos.)

Antes de ser dissolvido no dia 6 de novembro, o Parlamento tinha 298 conservadores e 243 trabalhistas.

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Já o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, afirmou que não voltará a liderar seu partido em nenhuma eleição geral. Ele falou durante um discurso de agradecimento, depois de manter seu posto no Parlamento, ao ganhar a votação no distrito de Islington North, em Londres, com 34.603 votos, bem à frente do segundo colocado, o candidato do Partido Liberal Democrata, que teve 8.415 votos.

Corbyn acrescentou, entretanto, que pretende permanecer na liderança dos trabalhistas durante uma discussão sobre o futuro e que quer um “período de reflexão”. “E os Trabalhistas continuarão orgulhosos de seus valores. Eles são eternos”, disse.

Maioria

Com a maioria, os conservadores aumentaram significativamente seu poder, o que deve, inclusive, facilitar a aprovação do projeto de Johnson para o Brexit e garantir que o Reino Unido deixe a União Europeia em 31 de janeiro de 2020.

O resultado foi considerado devastador para o Partido Trabalhista (leia mais abaixo), que perdeu em uma série de locais historicamente ligados aos trabalhistas e só manteve alguns assentos graças a vitórias bastante apertadas.

Por outro lado, o Partido Nacional Escocês (SNP) comemorou um número de cadeiras acima do previsto em pesquisas. Das 59 vagas disponíveis na Escócia, o SNP obtinha, até às 5 horas locais, 48 vagas, superando as 20 que ocupava antes destas eleições.

O bom desempenho do partido da primeira-ministra Nicola Sturgeon - que tem entre suas propostas a realização de um novo plebiscito para independência do país - custou inclusive a cadeira de Jo Swinson, líder do Partido Liberal Democrata.

"A Escócia enviou uma mensagem muito clara - não queremos um governo Boris Johnson, não queremos deixar a UE", afirmou Sturgeon. "Os resultados no resto do Reino Unido são sombrios, mas sublinham a importância da Escócia ter uma escolha. Boris Johnson tem um mandato para tirar a Inglaterra da UE, mas ele deve aceitar que eu tenho um mandato para dar à Escócia uma escolha para um futuro alternativo", acrescentou.




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