quarta, 26 de fevereiro de 2020


Ter, 11 de Fevereiro de 2020 21:24

Por que você não deveria se importar com o Oscar


A 92ª edição dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos - o Oscar 2020, como o chamamos carinhosamente - tinha tudo para ser mais uma edição previsível e preguiçosa. E foi exatamente isso até o final, quando, em uma reviravolta digna de M. Night Shyamalan, 'Parasita’ levou a estatueta de melhor filme.

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Segue a gente!">Foi a primeira vez que um filme de língua não inglesa ganha a principal estatueta do evento. Isso no mesmo ano em que a marginalizada categoria de "melhor filme estrangeiro" foi rebatizada como "melhor filme internacional", numa tentativa da Academia de se dar melhor com suas novas fileiras de membros de fora dos EUA.

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Em 2020, o Oscar fez algo estranhamente raro para uma organização que se propõe a premiar a excelência em cinema: premiou a excelência em cinema. ‘Parasita' foi, de fato, o filme mais comentado do último ano, seja por sua temática antiburguesa, sua estética milimetricamente arrojada ou sua linguagem diferente daquilo a que estamos acostumados.

A vitória do filme de Bong Joon Ho é histórica porque raramente o vencedor da categoria "melhor filme" é, de fato, o melhor filme do ano no cinema mundial para público e crítica. Via de regra, o Oscar é um concurso de popularidade em que produtores e empresários de Hollywood prestigiam amigos e sócios votando em filmes que sequer viram.

Eis um exercício: tente se lembrar, sem pesquisar na internet, qual foi o vencedor de 2019. Se você não falou 'Green Book', não se sinta mal. No ano em que 'Pantera Negra’, 'Roma' e ‘Infiltrado na Klan' fizeram muito mais sucesso com público e crítica, o grande vencedor do concurso da Academia caiu no esquecimento dias após a cerimônia do Oscar.

Stanley Kubrick, François Truffaut, Ingmar Bergman, Alfred Hitchcock… Todos grandes diretores que revolucionaram o cinema e são lembrados até hoje por suas obras, certo? Agora, tente adivinhar quantos deles ganharam ao menos um Oscar como diretores. Acertou quem disse "nenhum".

E o que dizer do ano (1941) em que 'Cidadão Kane’, um clássico indiscutível do cinema americano, foi ignorado pela Academia, que preferiu premiar ‘Como Era Verde o Meu Vale’ com o Oscar de melhor filme? Sem desmerecer este último, a importância do primeiro é indiscutível

A lista de esnobados tem nomes ainda mais famosos, como 'Matrix' (1999), ‘Cantando na Chuva' (1953) e o revolucionário 'O Cantor de Jazz’ (1927), primeiro filme falado da história e que foi barrado da primeira cerimônia do Oscar de todos os tempos, em 1929, por ter uma "vantagem" sobre os concorrentes mudos.

Enquanto isso, a lista de vencedores tem nomes questionáveis como 'Argo' (2013), 'Crash: No limite’ (2004) e 'Shakespeare Apaixonado' (2000), só para citar alguns exemplos. Às vezes, bons filmes como 'Parasita' são, de fato, premiados, mas não significam uma mudança de rumo para a Academia - são apenas a exceção à regra.

A origem errada

O Oscar nasceu pelos motivos errados. A Academia, responsável por distribuir os prêmios, foi fundada em 1926 por Louis B. Mayer, o magnata que comandava um dos estúdios de cinema mais poderosos de Hollywood (e que levava, entre outros, o seu nome), o Metro-Goldwyn-Mayer - também conhecido como MGM, aquele que tem como vinheta o rugido de um leão.




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