domingo, 23 de fevereiro de 2020


Seg, 07 de Janeiro de 2013 10:58

Advogado curitibano é candidato à presidência da OAB nacional


 

Um paranaense está na disputa pela presidência do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ex-presidente da seccional Paraná e atual vice-presidente nacional, Alberto de Paula Machado encabeça a chapa “OAB Ética e Democrática”. Seu adversário será o piauiense Marcus Vinícius Furtado Coelho, atual secretário da instituição, que está à frente da chapa “OAB Independente, Advogado Valorizado”. Em 15 anos, é a primeira vez que não foi estabelecido consenso para escolha da nova direção. Natural de Curitiba e radicado em Londrina, onde mantém escritório, Machado acredita que o bate-chapa é saudável para a OAB, por permitir que se intensifique o debate dentro da entidade. Sem se considerar situação ou oposição, o candidato defende que a instituição intensifique as discussões ligadas a política e cidadania. A eleição da nova diretoria do conselho federal, para o triênio 2013/2016, ocorrerá no próximo dia 31 de janeiro. Acompanhe a entrevista concedida à Gazeta do Povo:

Em 15 anos, é a primeira vez que haverá um bate-chapa para o Conselho Federal da OAB. Por que não houve consenso dessa vez?

Ocorreram algumas tentativas para obtenção de um consenso, mas não foi possível. Diante dessa impossibilidade, um grupo de seccionais optou por lançar uma chapa própria. Eu acho muito importante que tenhamos mais de um candidato. Temos muitas ideias a serem debatidas e temas para serem aprofundados. É esse embate de ideias que aperfeiçoa a entidade.

Sua chapa tem o apoio de apenas oito das 27 seccionais do país. Isso é um complicador para sua eleição?

Para que uma chapa seja registrada, existe a necessidade de obter o apoio formal de pelo menos oito seccionais. O que nós fizemos foi inscrever nossa chapa no limite do que estabelecem as regras. Porém, o voto é individual, não por estado. São os 81 conselheiros que irão decidir a eleição. Em vários estados existem votos distintos, em que o presidente apoia um candidato e os conselheiros outro. Então, esse apoio não quer dizer que tenhamos menos votos.

Como está o qua­dro no Pa­­raná?

No Paraná, tenho o apoio unânime de todo o conselho estadual. Aliás, foram eles [os conselheiros paranaenses] os maiores entusiastas da minha candidatura.

É possível dizer que sua candidatura é de situação ou oposição?

Não existe candidatura de situação ou oposição porque as duas chapas são formadas por integrantes do atual Conselho Federal. O que existe são estilos diferentes de fazer política interna, históricos diferentes dentro da instituição e propostas distintas.

No seu caso, quais são as principais propostas?

Nós defendemos que a OAB não pode se distanciar dos grandes temas nacionais, postura que a notabilizou como uma das entidades mais representativas do país. Ela não pode cuidar apenas de temas corporativos, precisa defender também os interesses da sociedade. Um desses temas é o processo eleitoral, particularmente, o financiamento de campanhas. A nosso ver, é preciso impedir que pessoas jurídicas façam doações para campanhas políticas. Geralmente, esses doadores são prestadores de serviços públicos ou acabam mantendo uma relação promíscua com os governos, esperando uma retribuição por sua colaboração financeira. O ideal é que apenas pessoas físicas façam doações, com valores limitados conforme a declaração de renda. Isso vai tornar as campanhas mais baratas e acaba com o ‘toma lá, dá cá’.

E para os advogados, quais as prioridades?

Uma de nossas preocupações é com os advogados mais simples, que sofrem com atos autoritários e precisam de um plano de apoio e defesa. Nossa proposta é estabelecer um plano nacional, com uma equipe profissional para prestar esse atendimento. Além disso, os profissionais precisam de constante aperfeiçoamento técnico e os advogados de cidades menores têm dificuldade para conseguir esse serviço. Graças a um projeto que nasceu no Paraná, temos cursos à distância que chegam a 300 municípios. Nossa ideia é ampliar esse sistema, afinal, o advogado que se aperfeiçoa presta um serviço com mais qualidade e defende seu cliente com mais eficiência. (Entrevista publicada no jornal Gazeta do Povo)




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