sábado, 22 de fevereiro de 2020


Qua, 09 de Janeiro de 2013 09:50

Calote, com eufemismo de moratória, virou moda nos municípios paranaenses


 

Mais um município decreta moratória: a partir de hoje a Prefeitura de Laranjeiras do Sul (na região Centro-Oeste) não paga dívidas. A canetada do calote foi dada pela prefeita Sirlene Svartz, alegando que o ex-prefeito Berto Silva deixou um passivo de mais de R$ 13 milhões. Segundo informação do gabinete da prefeita, a moratória é por 90 dias, a partir desta quarta (09).

Diante do quadro financeiro encontrado na prefeitura, a prefeita Sirlene optou pela medida extrema para “preservar” os servidores e garantir o pagamento dos salários atrasados de dezembro e o de janeiro em dia. “A decisão pela moratória é uma forma de colocar em prática um plano de contenção de gastos que prevê a redução das despesas de custeio. Contas normais, como água, luz, telefone e outras despesas necessárias para o bom funcionamento da máquina pública, e principalmente os salários dos servidores terão prioridades e serão honrados normalmente mesmo durante o período da moratória”, declarou a prefeita. “O objetivo das medidas é dar mais transparência e colocar em ordem a casa para a sequência do nosso governo”, completou Sirlene.

O secretário de Finanças, Marcelo Passarin, insiste que a moratória decretada não é calote. “O objetivo do governo da prefeita Sirlene é apurar se está tudo em ordem. Essa análise das contas será muito importante, porque queremos iniciar um trabalho focado na transparência e na seriedade dos números”, destacou.

Já o secretário de Governo e Gestão, Gizélio Linhares, acrescenta que apesar da dificuldade de resolver o impasse das dívidas herdadas do ex-prefeito Berto Silva, há a garantia de que todos os serviços essenciais à população serão mantidos, bem como o salário de dezembro dos servidores pago até o dia 15 de janeiro. “Vamos honrar um compromisso que não é deste governo. O servidor não pode pagar pela irresponsabilidade do ex-prefeito. A prefeita Sirlene vai priorizar em seu governo que os salários sejam mantidos em dia”, garantiu.

Mesmo com os números ainda sendo apurados, a dívida herdada do governo anterior de curto, médio e longo prazos passa da casa dos R$ 13 milhões. Somente as dívidas de curto prazo deixadas pelo ex-prefeito chegam quase a R$ 3 milhões. Valores bem distantes das afirmações feitas pelo ex-prefeito Berto Silva à imprensa, de que deixaria a prefeitura com R$ 8 milhões em caixa.

De acordo com a Assessoria de Comunicação do município, o valor da dívida de curto prazo corresponde ao salário atrasado do funcionalismo público municipal de dezembro (R$ 1,7 milhão) e restos a pagar com fornecedores, que não foram pagos pelo ex-prefeito. Nem as contas de água e luz da prefeitura dos últimos meses do seu governo, Berto Silva pagou. A dívida com a Copel chega a quase R$ 35 mil, referente às faturas dos meses de novembro e dezembro. Com a Sanepar o valor do débito passa dos R$ 27 mil, correspondente ao período de agosto a dezembro de 2012.

Outro ponto que chama a atenção nas contas do ex-prefeito, segundo a ACS, é o pagamento efetuado em dezembro do ano passado, mais de R$ 7,3 milhões pagos para alguns fornecedores, convênios e encargos. Mesmo com todo esse montante o ex-prefeito deixou de pagar o salário de dezembro dos servidores municipais, compromisso que terá que ser honrado pela prefeita Sirlene até o dia 15 de janeiro.


A previsão da equipe de governo é de que serão necessários cerca de seis meses para colocar a casa em ordem e para dar início às obras e projetos do novo programa de governo para Laranjeiras do Sul.

OUTROS EXEMPLOS

Outros municípios já anunciaram o chamado ‘calote’, entre os quais três de grande arrecadação: Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Curitiba. Todos usam a mesma alegação: dívidas herdadas das gestões anteriores e necessidade de ‘colocar a casa em ordem’.

Os argumentos são de que os administradores anteriores não pagaram as contas de dezembro; assim, os novos não pagarão as contas de janeiro, fevereiro e março...

 




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