sábado, 22 de fevereiro de 2020


Qua, 09 de Janeiro de 2013 21:35

Prefeitos do Oeste prometem avaliar secretários e diretores por eficiência pública


Trinta dos 50 prefeitos da região que assumiram em 1º de janeiro estreiam na função pública mais cobiçada em qualquer município brasileiro. Catorze foram reeleitos e seis já cumpriram mandato em anos anteriores. Com a chegada de novos gestores, surgem também novidades na forma de administrar a máquina pública. Uma das já anunciadas afeta diretamente a função exercida por pessoas indicadas para secretarias e diretorias em órgãos públicos.

Ao contrário do que ocorria em administrações anteriores, quando um secretário ou diretor indicado no início do governo raramente era substituído durante o mandato, agora a permanência deles estará associada a resultados e ao rigoroso cumprimento de metas. É o que fará o prefeito de Nova Santa Rosa, Rodrigo Fernandes (PP), que pretende avaliar o desempenho em cada secretaria ou diretoria a cada seis meses. “Com isso, queremos despertar em cada um a necessidade do envolvimento integral e sem reservas aos compromissos assumidos com a comunidade”.

A avaliação de resultados seguirá um organograma de ações previamente definido, com base no programa de governo apresentado durante a campanha e aprovado pelos eleitores. Rodrigo entende que a adoção do mecanismo é a garantia de um governo comprometido com a administração e, principalmente, com o presente e o futuro do município. “É claro que possíveis imprevistos serão considerados no processo de análise, mas o descumprimento do que foi acordado abrirá caminho para a substituição do secretário ou do diretor de área”, conforme o prefeito.

Profissional

O empresário e consultor Paulo César Feyh, eleito prefeito de Quatro Pontes pelo PT, diz que o sistema de análise de performance é um mecanismo de profissionalização do serviço público, em todos os seus ambientes. Sem a segurança de ser intocável, o secretário ou diretor estará ainda mais comprometido e fará o máximo pela eficiente prestação de serviços. Paulo conhece bem a iniciativa privada, que unanimemente está muito à frente da esfera pública quando o assunto é a execução de projetos e a satisfação do cliente.

Para muitos teóricos, o consistente crescimento social e econômico brasileiro se dará por completo quando a máquina pública funcionar de forma tão azeitada quanto a privada. A medida adotada por alguns dos novos prefeitos de cidades da região Oeste é um impulso nessa direção. “A comunidade precisa ver no prefeito, vice, secretários, diretores e servidores uma equipe unida e empenhada em promover avanços coletivos. Por isso, todos têm de trabalhar com dedicação e profissionalismo”. Essa é a tônica do discurso do prefeito de Pato Bragado, Arnildo Rieger (PP) em conversa com sua equipe e funcionários públicos. Rieger também pensa em adotar sistema periódico de avaliação dos colaboradores que nomeou.

Boa Vista – A ideia de avaliar a equipe de governo com periodicidade influencia também gestores experientes e abertos à mudança. É o que ocorre com o prefeito de Boa Vista da Aparecida, o peemedebista Wolnei Savaris, que em janeiro iniciou o seu terceiro mandato. “Esse é um recurso interessante e que melhorará ainda mais o desempenho de todos os setores do governo municipal”.

Wolnei pretende avaliar secretários e diretores anualmente ou a cada dois anos e, com isso, combater o retrabalho, um dos problemas crônicos que ainda mantém um abismo desenvolvimentista entre o Brasil e as nações desenvolvidas. “Imagine o custo de se fazer o mesmo serviço ou produto duas, três ou até quatro vezes”, alertou recentemente o economista Alfredo Fonseca Peris em encontro com empresários em Cascavel.

Para o prefeito de Maripá, Anderson Bento Maria (PPS), a possibilidade de acompanhar de perto a eficiência de programas e tarefas pré-definidas trará outra vantagem às administrações públicas: economia do dinheiro do contribuinte. Haverá, dizem especialistas em gestão pública, a possibilidade de fazer mais com o mesmo ou até com menos do que se arrecada atualmente. Jucenir Stentzler, petebista que assumiu a Prefeitura de Palotina no último dia 1º, também aposta na ideia de criar um mecanismo que permita trocar peças quando essas não se encaixarem a um determinado projeto. (Por Jean Paterno/ O Paraná, de Cascavel)




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