quarta, 20 de novembro de 2019


Qui, 17 de Janeiro de 2013 23:51

MP vai investigar contratação da empresa de ex-assessor de Henrique Alves


O Ministério Público do Rio Grande do Norte vai investigar a contratação por uma prefeitura do estado da construtora de Aloizio Dutra de Almeida, ex-assessor do deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A empresa é suspeita de ter recebido verbas públicas indicadas por Alves para executar obras no Rio Grande do Norte

A Bonacci Engenharia e Comércio Ltda., empresa de Almeida, foi contratada pela Prefeitura de Campo Grande (RN), a 265 km de Natal, em 2009, para a construção da Praça da Criança. Segundo reportagens do jornal "Folha de S.Paulo", a construtora também teria sido escolhida para tocar obras do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), controlada por indicados de Alves. De acordo com o jornal, a CGU (Controladoria-Geral da União) aponta que a empresa do ex-assessor se beneficiou de licitações dirigidas para obras superfaturadas em três cidades do Rio Grande do Norte.

G1 procurou a Bonacci, mas, até a publicação desta reportagem, não conseguiu falar com Aloizio Dutra de Almeida. Ele deixou o cargo de assessor no gabinete de Alves na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (14).

Por e-mail, o sócio dele, Fernando Leitão de Moraes, disse que a Bonacci "foi contratada licitamente, executou a obra, foi fiscalizada pela Prefeitura e pela Caixa Econômica Federal. Não tem o que temer e confia na competência e no trabalho do M. Público, onde tudo será esclarecido". Ele adiantou ainda que o deputado Henrique Alves não interferiu no negócio.

O deputado é o candidato da cúpula do PMDB à presidência da Câmara - a eleição será no início de fevereiro, depois que o parlamentares voltarem do recesso legislativo. Alves disse que o assessor se demitiu para evitar uma "distorção política".

O inquérito civil para investigar a contratação foi instaurado pela promotora de Justiça da comarca de Campo Grande, Beatriz Azevedo de Oliveira. A portaria do inquérito foi publicada na edição desta quinta-feira (17) do "Diário Oficial" do Estado. No documento, a promotora diz que se baseou na lei das licitações e na lei de improbidades administrativas para instaurar o inquérito.




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