quarta, 20 de novembro de 2019


Sáb, 19 de Janeiro de 2013 13:11

Além de lupanar... Congresso poderá ser comandado por dois fichas sujas



As denúncias contra os candidatos favoritos à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado não parecem ter sido suficientes para que eles percam votos e tenham as suas eleições ameaçadas. Nos últimos dias, tanto o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) quanto o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) viraram alvo de acusações sérias. Mas aparentemente não devem ter problemas em conquistar maioria na votação de fevereiro.

De acordo com o cientista político Fabrício Tomio, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), as eleições para a presidência do Legislativo são baseadas em acordos de divisão de poder entre os parlamentares. “Essas candidaturas provavelmente conseguiram fazer acordos que deixaram os principais líderes satisfeitos”, explica. Numa situação em que impera o pragmatismo, só mesmo outra questão prática poderia inverter o resultado da eleição. “Se o custo político de eleger esse nomes, em função das denúncias, ficasse muito alto, aí sim o resultado poderia mudar”, explica.

No Senado, o nome de Calheiros é dado como praticamente certo para suceder José Sarney (PMDB-AP). Até mesmo opositores de sua candidatura, como Alvaro Dias (PSDB-PR), acreditam que um candidato de oposição possa fazer, no máximo, 25 votos – são necessários 41. O senador tem o apoio das duas maiores bancadas da Casa, o PMDB e o PT, além de boa parte dos votos do resto da bancada de apoio ao governo. A oposição não deve deixar de lançar candidato. Entretanto, será um nome para marcar posição, com chances quase nulas de vitória.

Já na Câmara, as chances de uma zebra são maiores. Atual líder do governo, Alves aglutina o apoio das bancadas do PMDB, do PT, do PSDB e do DEM. Entretanto, no chamado “baixo clero” desses partidos, deputados podem trair a orientação da legenda para apoiar algum dos dois outros candidatos. É bastante provável que a eleição não se resolva no primeiro turno – são necessários 257 votos para eleger um presidente. Outros dois candidatos disputam o apoio do baixo clero: Julio Delgado (PSB-MG) e Rose de Freitas (PMDB-ES).

Denúncias

Os dois favoritos na disputa pelo Senado e pela Câmara são suspeitos de irregularidades no exercício de seus mandatos. Reportagem da Folha de S.Paulo mostra que Calheiros pediu uma restituição de R$ 10 mil pelo pagamento de uma produtora de vídeo, que alega que o serviço pelo qual o dinheiro foi pago não foi prestado.

Já Alves “coleciona” denúncias nesses últimos dias. Ele apresentou emendas parlamentares ao orçamento que beneficiaram uma empreiteira de um assessor parlamentar seu, no total de cerca de R$ 600 mil. Essa mesma empresa recebeu R$ 1,2 milhão do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), órgão controlado pelo deputado peemedebista. Ele é suspeito, também, de ter direcionado verbas de seu gabinete para uma empresa fantasma.




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